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Trump deixa antes do encerramento cimeira G7 no Canadá

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Fotografia de abertura da cimeira G7 de Québec, no Canadá, a 8 de de junho Reuters

O presidente americano Donald Trump, deixa hoje a cimeira do G7, no Canadá, antes do encerramento oficial. Uma cimeira que fica marcada por desentendimentos comerciais entre os Estados Unidos e os restantes 6. Mas o Presidente francês Macron, declarou que muitos obstáculos foram levantados e que há uma vontade de trabalho conjunto. 


A cimeira do G7, que ainda decorre em Quebec no Canadá, ficará marcada por desentendimentos comerciais entre os Estados Unidos e os restantes 6 membros do grupo dos países mais ricos do mundo.

É disso prova a partida do presidente americano, Trump, da cimeira antes do encerramento oficial, para não ter que debater o tema sobre o aquecimento global, que faz parte dos assuntos abordados neste G7 de Québec.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, que esteve a liderar o campo dos 6 outros países, mostrou-se, no entanto, optimista, dizendo que "foram levantados muitos equívocos, e que, doravante, há uma vontade em avançar, em trabalhar juntos". 

Fala-se mesmo numa reunião política e técnica dentro de duas semanas entre os Estados Unidos e a União europeia com o objectivo de se estabelecer um mecanismo de diálogo sobre questões comerciais.

"Todos estivemos de acordo, inclusivamente, o presidente Trump", sublinhou o presidente francês Macron.

Trump foi para a cimeira com o discurso de mudar acordos comerciais

O certo é que o começo da cimeira foi marcado por declarações de guerra comercial e com o Presidente americano, a afirmar que com ele os acordos comerciais dos Estados Unidos e com a União europeia têm de mudar.

Trump, foi para Québec, com um discurso de que durante os anteriores presidentes americanos, houve muito desequilíbrio nas trocas comerciais penalizando os Estados Unidos e favorecendo a União europeia.

O presidente americano, disse mesmo que há um excedente comercial de mais de 150 mil milhões de dólares da União europeia com os Estados Unidos e que os europeus sempre ergueram barreiras taxando duramente os produtos americanos.

União europeia ganha mais nas trocas comerciais que USA  

Nestas negociações comerciais, apesar das recentes taxas americanas aplicadas ao aço e alumínio, é a Europa, que globalmente, tem estado a ganhar, pois, os produtos europeus entram com mais facilidade nos Estados Unidos, onde são menos taxados.

Por exemplo, os Estados Unidos, aplicam uma taxa de 2.5% a carros alemães, enquanto a Europa, replica com uma taxa de 10% a carros americanos.

Globalmente, as trocas comerciais entre os 2 lados do Atlântico representam cerca de 1.2 biliões de dólares que na escala americana é 1.2 triliões de dólares.  

Um negócio que na prática representa um défice comercial para os Estados Unidos e um ganho ou um superavit a favor da União europeia. 

São estas novas regras que Trump quer ver mudadas e se está disposto a apoiar uma reunião dentro de duas semanas com a União europeia, só pode ser nesse sentido.

Na cimeira do G7, Trump, repetiu, igualmente, que está disposto a acordos bilaterais com o Canadá e com o Japão, afirmações que já havia tido, na quinta-feira, ao receber o Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, na Casa Branca.

A ver vamos !

Divergências entre Trump e outros membros do G7 09/06/2018 ouvir