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Cimeira de Shangai faz concorrência ao G7

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Presidentes russo, Putin, chinês, Xi Jinping e mongol, Battulga, na cimeira da Organização de Cooperação de Xangai, em Qingdao, no leste da China. REUTERS

Começou hoje na cidade litoral de Qingdao, na China, a cimeira dos países da Oraganização de cooperação de Shangai. Na mesa de negociações, temas de comércio livre, cooperação, terrorismo, pirataria informática, mas também, um sinal de desafio aos Estados Unidos e à NATO.  


Cimeira este fim-de-semana na grande cidade litoral de Qingdao, na China, da OCS, Organização de cooperação de Shangai, que para além do país anfitrião reúne ainda a Rússia, a India, o Paquistão e vários outros países da Ásia.

Um convidado particular participa nesta cimeira do grupo de Xangai na pessoa do presidente do Irão, Rohani e apesar da questão nuclear iraniana não figurar da agenda de trabalhos, como é evidente, vai acabar por ser abordada mesmo que seja nos corredores das salas do Palácio de conferências de Qingdao.

Certos diplomatas e analistas consideram que com a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear iraniano assinado nomeadamente pela China, Rússia e os europeus, a Organização de Shangai, poderia, dar um estatuto de membro de pleno direito ao Irão.

Um estatuto que na prática significaria um testemunho de apoio da OCS ao Irão e um reconhecimento ao seu acordo nuclear, afirma Dawn Murphy, professor de Relações internacionais do Colégio de Guerra da aviação americana.

Rohani é o segundo presidente iraniano a assistir a uma cimeira da Organização de Shangai, onde o Irão, tem um estatuto de observador. 

Pequim e Moscovo querem com o grupo contrabalançar os Estados Unidos

Nesta cimeira de Qingdao, a China pretende avançar com as suas Novas Rotas da seda, um projecto colossal de infraestruturas englobando a Ásia, a Europa e a África. 

O comércio e a cooperação económica ocupam lugar de destaque nesta cimeira da OCS que poderia igualmente discutir a questão duma zona de comércio livre entre os seus membros.

Enfim, Moscovo e Pequim, vêem no grupo de Xangai, que analisará ainda a questão do terrorismo e pirataria informática, um instrumento de poder para contrabalançar a influência dos Estados Unidos e da NATO.

Cimeira do Grupo de Shangai na China 09/06/2018 ouvir