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França : Três projectos de lei em debate hoje na Assembleia

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Assembleia Nacional francesa (imagem de ilustração) Philippe LOPEZ / AFP

A Assembleia Nacional francesa analisava hoje três projectos de lei de grande importância : A utilização feita pelos jovens de telemóveis nas escolas e liceus; a manipulação da informação - as chamadas "fake news" - e as acrobacias feitas por jovens com motociclos, levantando a roda da frente. 


Os deputados franceses tiveram hoje um dia sobrecarregado, pois deviam analisar projectos de lei completamente diferentes, mas que se destinam sobretudo a proteger os jovens: a utilização de telemóveis nas escolas e liceus, a multiplicação dos “fake news” nas redes sociais, e a prática do “cavalinho” - andar de moto, numa só roda.

Quanto ao primeiro projecto de lei, foi adoptado sem dificuldade. Na próximo ano lectivo, os menores ficarão proibidos de utilizar os seus telemóveis, "tablets", ou relógios com acesso à internet, nas escolas e liceus, impedindo assim conversas inúteis, frequentação de sítios pornográficos, ou o cyber-assédio nas redes sociais.

Quanto à manipulação da informação, e a multuplicação de informações falsas, as famosas "fake news", os deputados continuam ainda os debates.

Durante a campanha presidencial, Emanuel Macron tinha prometido tomar medidas para impedir a propagação da manipulação da informação, feita geralmente por especialistas, através de plataformas na internet, que disso tiram proveito : manipulação de resultados eleitorais, ou difusão de informações completamente erradas e não verificadas ( morte de artistas, catástrofes naturais,etc). Estas informações induzem em erro as populações, e constituem uma gigantesca "economia da manipulação".

O terceiro projecto de lei hoje em debate referia-se à multiplicação da prática do "cavalinho", em que jovens condutores de motociclos levantam a roda da frente, perturbando a circulação, num misto de equilibrismo e de provocação. 

A presidente da Câmara de Lille, a socialista Martine Aubruy, pediu uma evolução da lei a este nível, para que se possam estabelecer penas e multas cada vez mais avultadas a tais infractores do Codigo da Estrada.