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Cimeira UE-Balcãs em Sófia na Bulgária

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O Presidente francês Emmanuel Macron com o Presidente Borissov da Bulgária, neste 17 de Maio em Sófia. Krum Stoev/EU2018BG/Handout via REUTERS

Os chefes de Estado e de governo da União Europeia reuniram-se hoje com os seus homólogos dos Balcãs em Sófia, capital da Bulgária que assegura até ao 30 de Junho a presidência rotativa da União, com vista a abordar uma possível adesão de países dessa região da Europa. Negociações neste sentido têm sido já encaminhadas com a Sérvia e o Montenegro, Estados cuja adesão poderia suceder até 2025 segundo o Presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker.


Já para outros Estados dos Balcãs, alguns dirigentes europeus não escondem estar com pouca pressa, por considerar que são primeiro necessárias reformas nos países em questão, sem contar que membros como a Espanha ou a Grécia estão francamente contra uma eventual adesão do Kosovo, antigamente sob a alçada da Sérvia, que não reconhecem como Estado independente.

Entretanto, para além deste aspecto, os outros pratos fortes desta cimeira já foram abordados ontem num jantar de trabalho, ou seja, a questão do nuclear iraniano e, por outro lado, a eventual aplicação pelos Estados Unidos de taxas aduaneiras sobre o aço e o alumínio europeu.

Relativamente à temática do acordo nuclear assinado com o Irão em 2015 e do qual o Presidente americano decidiu retirar-se, os países europeus signatários do acordo, Reino Unido, Alemanha e França ofereceram uma frente comum. "Vamos trabalhar para manter o quadro do acordo de 2015, sejam quais forem as decisões americanas" garantiu o Presidente francês. Ao reconhecer que o acordo assinado com o Irão "não é perfeito", os signatários europeus referiram que não iriam ceder aos americanos e que estavam a trabalhar em meios de incitar as suas empresas a permanecer no Irão e contornar as eventuais sanções americanas que possam recair sobre elas.