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Irão: Europa contra sanções norte-americanas

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Bruno Le Maire, ministro francês da Economia e das Finanças. REUTERS

A decisão norte-americana de rasgar os acordos com o Irão, e de restabelecer as sanções económicos contra esse país, pode causar problemas financeiros aos países europeus.


Donald Trump, o Presidente norte-americano, e os Estados Unidos decideram rasgar os acordos nucleares com o Irão, sem pensar nas consequências para os outros países.

O problema é que, com as sanções norte-americanas, nenhuma empresa europeia deverá doravante ter intercâmbios comerciais com o governo iraniano. Um decisão contestada por várias nações europeias.

Bruno Le Maire, ministro francês da Economia e das Finanças, afirmou querer uma Europa forte que possa contra-dizer as sanções económicas que impõem os norte-americanos a certos países, incluindo aquelas impostas ao Irão.

Bruno Le Maire, ministro francês da Economia 11/05/2018 ouvir

A chanceler alemã, Angela Merkel, também referiu, durante a cerimónia do prémio Carlos Magno atribuído a Emmanuel Macron, o presidente francês, que a Europa não podia contar com os Estados Unidos para os defender.

Em declarações numa conferência de imprensa em Lisboa, que decorreu na quarta-feira 9 de Maio, o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Relações Externas do Parlamento do Irão, Alaeddin Boroujerdi, defendeu que a bola está do lado dos países europeus, no que toca à sobrevivência do acordo nuclear de 2015, que a administração norte-americana decidiu rasgar.

Alaeddin Boroujerdi pediu aos Estados europeus uma “prova histórica” de resistência às “pressões” oriundas dos Estados Unidos, que se materialize em mais do que uma mera “folha de papel”.