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Estados Unidos, França e Reino Unido atacam Síria

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Zonas estratégicas na Síria atacadas pelos Estados Unidos, França e Reino Unido, na madrugada de 14 de abril RFI

Os Estados Unidos, a França e o Reino Unido, atacaram com mísseis, esta madrugada, zonas estratégicas da Síria como represália ao ataque químico da semana passada contra civis em Duma, enclave rebelde de Gouta oriental, pelo exército do presidente sírio, Bashar-al Assad, que continua a desmentir.


Uma vez mais, o presidente americano, Donald Trump, apanha de surpresa o mundo inteiro, liderando ataques com mísseis em pontos estratégicos de Duma na Síria, com os seus aliados da França e do Reino Unido, respondendo, como tinha prometido, ao ataque químico, em Duma, de Bashar al-Assad.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, declarou que os ataques foram "limitados e alvos bem escolhidos", foram destruídos.

Por seu lado, o presidente francês, Macron, declarou que a resposta dos ocidentais tinha sido "circunscrita às capacidades do regime sírio de produção e emprego de armas químicas".

"Foi um ataque perfeitamente executado e a missão foi cumprida", declarou o presidente americano, Trump, na sua conta Twitter.

Foram mais de 100 mísseis lançados durante a operação coordenada por meios navais e aéreos contra três principais alvos estratégicos químicos do regime sírio, indicaram o secretário americano da defesa, James Mattis e o presidente do estado-maior inter-amas das forças americanas, general Joseph Dunford.

Pontos estratégicos atacados na Síria

Os alvos visados foram um laboratório de preparação, desenvolvimento e testes de armamentos químicos e biológicos, nos arredores de Damasco, um depósito de armas químicas perto da cidade de Homs e um paiol com capacidade de armazenamento de armas químicas assim como um posto de comando igualmente nas proximidades de Homs.

Do lado da Síria, o presidente Bashar al-Assad, condenou os ataques e declarou um "dia de resistência". O presidente sírio e a Rússia continuam a dizer que não houve ataque químico e do lado ocidental as provas não foram divulgadas.

O presidente russo, Putin, condenou vivamente os ataques contra um país soberano, pediu uma reunião de urgência do conselho de segurança da ONU, mas não anunciou nenhuma represália.

Analistas russos não acreditam que haja uma escalada militar e que por ora a Rússia vai limitar-se a condenações diplomáticas. 

O Irão denunciou por sua vez ataques levados a cabo por "criminosos".

Donald Trump, estratego maquiavélico

De notar enfim, que esses ataques ocidentais aconteceram numa altura em que  jornalistas e políticos mundiais já diziam que o presidente americano, Donald Trump, se tinha recuado e que estava à procura de mais aliados antes de lançar qualquer operação contra Síria, depois de ameaças da Rússia, que apoia Damasco, de replicar a ataques ocidentais.

Donald Trump, que tinha avisado Putin, a semana passada, num dos seus tuítes, que os mísseis estavam a caminho e que seriam bem teleguiados, acabou por anunciar num segundo tuíte, que nunca tinha prometido que ia atacar imediatamente a Síria e que talvez não viesse a acontecer.

A partir desse momento, a imprensa internacional, começou a dizer que Trump, não atacaria ou que tinha adiada a operação com medo de represálias da Rússia.

Donald Trump, numa operação maquiavélica, apanhou de surpresa, uma vez mais, toda a gente, desorientando políticos, analistas e jornalistas, que continuam a dizer, que ele não percebe nada de política internacional e de estratégia.

Mas o presidente americano, Trump, é criticado, por certos analistas nos Estados Unidos, que condenam esta operação na Síria e acreditam em represálias da Rússia, que poderão ser devastadoras. A ver vamos !

Ataques dos Estados Unidos, França e Reino Unido na Síria 14/04/2018 ouvir