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Rússia acusa Reino Unido de encenação do ataque químico

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O Presidente russo, Vladimir Putin (direita), com o Presidente sírio, Bashar al-Assad (esquerda). Sputnik/Mikhail Klimentyev/ via REUTERS

Bashar al-Assad, o Presidente sírio, reconquistou a cidade de Douma, o último bastião rebelde na Ghouta Oriental, com a ajuda das tropas russas. Entretanto o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou esta sexta-feira ter "provas irrefutáveis" de que o alegado ataque químico na Síria foi "uma encenação", na qual participaram serviços especiais de um país "russófobo".


O único interesse dos países ocidentais na Síria é derrubar o governo de Bashar al-Assad, denunciou esta sexta-feira o embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzia, exigindo que os Estados Unidos, a França e o Reino Unido evitassem uma acção militar.

A Rússia prossegue assim os ataques verbais. O porta-voz do Exército russo, Igor Konashenkov, afirmou que tem "provas do envolvimento directo do Reino Unido" numa encenação do suposto ataque químico na semana passada na cidade de Douma.

Em resposta o gabinete da Primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou que chegou a acordo com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e que existe uma clara necessidade de dar uma resposta ao ataque químico perpetrado na Síria, no entanto não houve nenhuma referência directa a uma intervenção militar.

A posição de Londres e Washington está também em linha com a postura assumida pela França.

Face às crescentes tensões entre as potências mundiais, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu aos membros do Conselho de Segurança que "actuem com responsabilidade nessas circunstâncias perigosas", para não se chegar "a uma escalada militar total".

Ouça aqui a Crónica sobre a Síria.

Crónica de Marco Martins 13/04/2018 ouvir