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Moscovo expulsa 60 diplomatas americanos

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Sergei Lavrov, o Ministro dos Négocios estrangeiros russo, dia 29 de Março. REUTERS/Sergei Karpukhin

No contexto do envenenamento do ex-espião Sergei Skripal e em resposta ao anúncio da expulsão de mais de uma centena de diplomatas russos de pelo menos vinte países, a Rússia decidiu expulsar sessenta diplomatas americanos. Também ordenou o fecho do consulado dos Estados Unidos em São Petersburgo. Esta medida de retaliação da Rússia contra os Washington é mais um passo no agravamento do conflito diplomático.


Confrontado com acusações no caso do envenenamento do antigo espião russo Sergei Skipral e da sua filha Julia que já estaria consciente e em condição de falar, Moscovo assistiu à ordem de expulsão de mais de uma centena de diplomatas russos do Reino Unido, Estados Unidos e dezenas de países europeus. Mais precisamente, foram expulsos 58 diplomatas americanos e dois funcionários do consulado em Yekaterinburg foram considerados persona non grata e o encerramento do consulado geral norte-americano de São Petersburgo.

Em resposta a estas medidas tomadas pelo Ocidente, Sergei Lavrov fez saber que Moscovo aplicará o princípio de reciprocidade com o anúncio da expulsão de 60 diplomatas americanos, uma declaração feita pelo próprio ministro dos Negócios Estrangeiros. “Nós queremos reagir às decisões absolutamente inadmissíveis” explicou Lavrov. Os diplomatas americanos em causa deverão deixar o solo russo o mais tardar o dia 5 de Abril e o Consulado americano de São Petersburgo deverá deixar toda a actividade já a partir de sábado.

O atraso da reação do Kremlin, em relação ao ritmo desencadeado pelo conflito diplomático, poderia ter sido causado pela tragédia que se abateu no último domingo sobre a cidade siberiana de Kemerovo, onde um incêndio num centro comercial fez 64 mortos, dois quais 41 deles são crianças. A reeleição do Presidente Vladimir Putin poderia também ter posto o assunto entre parênteses.

Frente ao agravamento do conflicto entre Moscovo e Londres, António Guterres, o secretário-geral da Nações Unidas, declarou estar muito preocupado e considera que a situação é semeliante à que se viveu no período da Guerra Fria. Este último reclamou medidas de comunicação e de controlo para evitar uma escalada dos incidentes e das tensões entre as duas potências.

Crónica Moscovo expulsa diplomatas, ONU reage 30/03/2018 ouvir