rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Nigéria Rapto Boko Haram

Publicado a • Modificado a

Nigéria: Boko Haram liberta uma centena de alunas

media
Algumas das alunas libertadas em Dapchi, no norte da Nigéria. rfi hausa

Raptadas a 19 de Fevereiro em Dapchi, no norte da Nigéria, o Boko Haram libertou hoje de manhã cerca de uma centena de alunas na escola de onde tinham sido sequestradas. As autoridades nigerianas estão agora a fazer a contagem para ver se todas as alunas raptadas foram soltas. Têm entre 10 e 18 anos.


O Boko Haram libertou hoje pelo menos 101 das 110 alunas que tinham sido raptadas a 19 de Fevereiro em Dapchi, no norte da Nigéria. As adolescentes têm entre 10 e 18 anos. 

As circunstâncias e as razões pelas quais as adolescentes foram soltas mantêm-se misteriosas, não se sabendo ao certo quais foram as cedências feitas pelo Governo para levar a cabo a libertação. 

Na semana passada, o presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, tinha afirmado que "faria tudo" para libertar as adolescentes. Ainda assim, afirmava que o confronto militar com a milícia terrorista estava afastado por poder meter em perigo a vida das alunas. 

Hoje, o Ministro da Informação, Mohamed Liai, afirmou que as negociações com o Boko Haram foram "facilitadas por países amigos" e que "a libertação é incondicional". No entanto, não se sabe ao certo qual foi o teor destas negociações, tendo as autoridades anunciado que "nenhum resgate foi pago".

Totalidade das alunas não foi libertada

As autoridades nigerianas estão agora a fazer a contagem das alunas para saber quantas foram soltas do total das 110 raptadas.

Sabe-se já que, pelo menos, 5 das alunas raptadas foram mortas, como contou uma das sequestradas, Aisha Alhaji Deri, à AFP: "não fomos maltratadas mas, no dia do rapto, cinco de nós morreram". 

Já Bashir Manzo, presidente de uma associação de ajuda aos pais das crianças raptadas, contou que, no momento da libertação, "as alunas não estavam acompanhadas por nenhuma força de segurança. Os sequestradores deixaram-nas e foram-se embora, sem falar com ninguém". 

Rapto que faz lembrar o de Chibok

Este rapto têm muitas semelhanças com que o ocorreu em Abril de 2014. Na altura, cerca de 200 alunas tinham sido raptadas pelo Boko Haram, suscitando uma vaga de emoção à escala mundial.

As autoridades consideram, aliás, que o que levou o Boko Haram a perpetrar o sequestro de Fevereiro deste ano foi, precisamente, o sucesso monetário e mediático do rapto de Chibok. Na altura, algumas das alunas tinham sido soltas após negociações com o Governo que levaram a pagamentos de resgates e a trocas de prisioneiros.

Ainda assim, cerca de 4 anos após o sequestro, o paradeiro de mais de uma centena de alunas continua desconhecido.