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Literatura e Jornalismo no Festival Literário da Madeira

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Sob o lema "Literatura e Jornalismo, a palavra que prende e a palavra que liberta" começou hoje no Teatro Municipal Baltazar Dias no Funchal a oitava edição do Festival Literário da Madeira.


Escritores de várias nacionalidades, jornalistas, tradutores, humoristas e músicos, debatem a partir desta terça-feira (13/03) e até sábado (17/03) o potencial da palavra e sua articulação com a liberdade de pensamento e de expressão.

Cinco dias dedicados aos "artífices da palavra e ao público madeirense".

O significado da liberdade de expressão é precisamente o tema de abertura hoje através de um debate entre o jornalista britânico Mick Hume autor de "Direito a Ofender - A liberdade de expressão e o Politicamente Correcto", partindo de uma citação de Salman Rushdie "o que é a liberdade de expressão ? Sem liberdade para ofender, cessa de existir" e o autor e humorista português Ricardo Araújo Pereira.

Mário Rufino, programador do Festival Literário da Madeira 13/03/2018 ouvir

Nestas "conversas cruzadas" participam amanhã (14/03) as escritoras Eleanor Catton da Nova Zelândia - vencedora do Man Booker Prize em 2016 - e Sofi Oksanen da Finlândia - primeira mulher finlandesa a receber o Nordic Prize atribuído anualmente pela Academia sueca - e o português José Luís Peixoto, que vão analisar o tema "o trabalho da boa ficção é confortar o perturbado e perturbar quem está confortável".

No último dia do FLM o Teatro Municipal Baltazar Dias acolherá o Frei Bento Domingos da Ordem dos Pregadores, o imã da Mesquita de Lisboa Sheikh David Munir e a fundadora e presidente da Associação Memória e Ensino do Holocausto e fundadora do Museu Judaico de Lisboa Esther Mucznik, com moderação do jornalista João Céu e Silva, sob o mote "A vista de Jerusalém é a história do mundo; é mais do que isso é a história do céu e da terra" frase do político britânico Benjamin Disraeli.

Seguir-se-á a escritora norte-americana Ottesa Moshfegh, José Gardeazabal e a jornalista Clara Ferreira Alves vão debater o tema "Compreender as pessoas não tem nada a ver com a vida. O não o compreender é que é a vida".

Já o encerramento caberá aos escritores peruano Daniel Alarcón e espanhol Javier Cercas - vencedor este ano do Prémio Literário Casino da Póvoa "Correntes d'Escritas" com o livro "As leis da fronteira" - que vão debater sobre se "o jornalismo é literatura com pressa".

Mário Rufino, jornalista, crítico literário e programador deste Festival Literário da Madeira, será o nosso Convidado esta quarta-feira