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França e Índia relançam nova aliança solar

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O Presidente francês Emmanuel Macron (à esquerda) e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi (à direita). AFP/Ludovic Marin

O presidente francês, Emmanuel Macron, inaugurou este domingo, ao lado do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, os trabalhos da conferência da Aliança Solar Internacional. O objectivo é reunir os 121 países que tem mais de 300 dias de luz solar ao ano no projecto que foi criado em 2015.


A Aliança Solar Internacional procura que as nações desenvolvidas transfiram tecnologia e financiamento para os Estados mais pobres. O projecto visa reagrupar as necessidades das dezenas dos países membros, em termos de energia, para que desta forma se façam encomendas comuns e assim se consiga baixar o preço das mesmas.

Esta é nomeadamente a proposta da Índia que lançou uma oferta de 500 mil bombas de água a energia solar para cobrir as necessidades de vários países asiáticos e africanos. A iniciativaque conta com o apoio do Banco Mundial, procura mobilizar 1 bilião de dólares até 2030. Na abertura dos trabalho Emmanuel Macron lembrou os passos que foram dados com a assinatura do Acordo de Paris, reconheceu o tranalho que até aqui foi feiro, todavia admitiu que muito mais há para fazer.

“Sem a noção de justiça climática nunca teríamos alcançado o Acordo Paris. Nunca teria havido uma mobilização verdadeira e não estaríamos aqui hoje. Iríamos acusar-nos uns aos outros e colectivamente estaríamos num beco sem saída.

Esta justiça climática foi a vontade de defender um bem comum essencial que é o nosso planeta, o nosso clima. Foi a nossa vontade colectiva de ir mais além, de ultrapassar todas as clivagens geográficas, interesses de curto prazo de representação. Hoje nós criamos uma nova voz para fazer uma aliança no mundo. Já não à volta de um princípio, mas à volta de um bem comum. Através de uma mudança de programa e uma vontade de fazer. Nós avançamos imenso, mas temos ainda muito a fazer e por essa razão temos de meter mãos à obra”, reiterou o chefe de Estado francês.

Uma dezena de chefes de Estado entre eles, o Ruandês Paul Kagamé e presidente em exercício da União Africana, o gabonês Ali Bongo Odimba e o nigerino Mahamadou Issoufou, deslocaram-se a Nova Deli para relembrarem a importância do acesso à energia solar para o desenvolvimento dos países. O objectivo é chegar aos 121 países que têm mais de 300 dias de luz solar por ano, mas desde 2015, quando foi criada, até agora só 47 nações ratificaram o acordo.