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SPD alemão vota governo de grande coligação com Merkel

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Olaf Scholz, líder interino do Partido Social Democrata (SPD) da Alemanha, depois do SIM dos militantes, a 4 de março de 2018, a um governo com Angela Merkel Kay NIETFELD / DPA / AFP

Alemanha já pode ter governo de coligação entre a CDU-CSU e os sociais democratas, depois do sim do SPD, votado ontem à noite em congresso dos militantes e anunciado esta manhã. Angela Merkel, será eleita pelo parlamento federal alemão no dia 14 do corrente e anunciará a formação do governo com o SPD, muito felicitado, em França, nomeadamente, pelo presidente Macron.


Depois de 5 meses sem governo oficial, desde as eleições legislativas de setembro do ano passado, a Alemanha, já pode avançar com um executivo de grande coligação entre os cristãos democratas, CDU, cristãos sociais, CSU e o SPD, reunido em congresso, que deu luz ver a esta coligação.

O congresso do SPD, decidiu ontem à noite votar a favor desta coligação governamental da chanceler Angela Merkel. Os militantes sociais democratas deram luz verde ao acordo de união governamental por mais de 66% dos votos.

Mas foi uma grande batalha entre os sociais democratas alemães, que nestes 5 meses depois das eleições ficou fracionado entre os veteranos e os jovens que não votaram a favor da coligação governamental.

Nesta luta pelo poder, o SPD, perdeu mesmo o seu líder, Shultz, igualmente, antigo vice-presidente do Parlamento europeu.

No fim a rebeldia dos jovens foi controlada e os interesses do partido foram privilegiados tendo o congresso conseguido uma união para obter os 66% a favor de um governo de grande coligação.

O próximo passo é a eleição pelos parlamentares, reunidos no Bundestag, o parlamento federal alemão, em Berlim, da chanceler, Angela Merkel, líder da CDU que com o seu ramo mais social conservador, CSU, ganharam as eleições de setembro do ano passado com uma maioria relativa.

Logo a seguir teremos um governo oficial de coligação, onde, para já, o SPD, conseguiu postos-chave, como o ministro dos Negócios estrangeiros, que será igualmente, vice-chanceler ou ainda o posto de ministro das Finanças.

Em matéria de reacções, toda a União europeia, reagiu, satisfatoriamente, à luz verde dada pelo SPD a este governo de grande coligação.

Por cá, em França, o presidente Emmanuel Macron, telefonou ao líder por interinidade do SPD, Olaf Scholtz, para o agradecer pelos bons resultados alcançados no congresso.

Macron, e outros dirigentes políticos franceses, felicitaram os sociais democratas e a chanceler Angela Merkel, que vão assim dar início em breve ao quarto mandato governamental da CDU-CSU-SPD.

O SPD participará assim pela terceira vez num governo de grande coligação, dirigida por Angela Merkel, que faz o seu quarto mandato.

Merkel, lidera assim a Alemanha no seu quarto mandato, desde a sua eleição em 2005. Primeiro mandato, de 2005 a 2009, numa coligação, CDU-CSU e SPD; segundo mandato, 2009/2013, coligação CDU-CSU e os liberais da FDP, terceiro mandato, da CDU-CSU e o SPD, de 2013 1 2017..

Enfim, agora, o quarto mandato, CDU-CSU e SPD.

A análise desta situação política da primeira potência europeia, sem governo há 5 meses, com o economista e politólogo angolano, Domingos Luvumbo, residente, em Munique, na Baviera.

Domingos Luvumbo, economista angolano em Munique analisa resultados positivos do Congresso do SPD abrindo a porta ao governo de grande coligação 04/03/2018 ouvir