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Presidente americano Trump aumenta taxas para o aço e o alumínio

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O presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca, a 1 de março de 2018, anunciando aumento de taxas sobre o aço e alumínio. MANDEL NGAN / AFP

O presidente americano, Donald Trump, decidiu ontem aumentar as taxas sobre o aço e o alumínio, respectivamente, para 25% e 10%, agradando o sector mais proteccionista da economia americana. Mas esta medida do chefe da Casa Branca, provocou reacções negativas a nível internacional, nomeadamente, na União europeia, no Canadá ou na China.


O chefe da Casa Branca, Trump, decidiu passar, esta quinta-feira, (1) das suas ameaças proteccionistas durante a campanha eleitoral, aos actos, adoptando uma política de aumento das taxas sobre produtos importados, 25% para o aço e 10% para o alumínio.

O sector industrial americano mais proteccionista reagiu positivamente a essa proposta de campanha de Donald Trump, que sempre denunciou a invasão de produtos importados do México, Canadá ou da China. 

Donald Trump, fez, precisamente, estas declarações durante uma reunião com empresários da indústria destes dois produtos estratégicos, o aço e alumínio.

Trump, nunca escondeu, desde a campanha das eleições presidenciais de 2016, que caso fosse eleito, aumentaria as tarifas alfandegárias, tendo denunciado a política comercial do ex-presidente Obama, que facilitava, nomeadamente, a China, prejudicando os trabalhadores americanos.

O presidente americano, Donald Trump, criticado, globalmente, no mundo inteiro, tem cumprido serena e metodicamente, o seu programa eleitoral.

Foi o que fez, agora, em relação a taxas sobre o aço e o alumínio, importados sobretudo do Canadá, 16%, o Brasil, 13%, o México e a Rússia, 9% ou a Alemanha, 3,8% e a China, 2,2%.

Donald Trump, alegou, que os acordos negociados pelos seus predecessores, prejudicaram esses sectores da indústria americana e privilegiaram, países, como a China:

Donald Trump aumenta taxas sobre o aço e o alumínio 02/03/2018 ouvir

"A verdade é que não fomos e nem temos sido tratados correctamente por outros países. Mas, não culpo os outros países.

"Quando eu estive na China,  eu disse: "oiçam": ao presidente Xi, por quem tenho muito respeito, eu disse-lhe: Não é culpado. Se tem capacidade de negociar e sair do nosso país, com cerca de 5 mil milhões de dólares, anualmente, como é que o vou censurar?" 

"Alguém concordou com essas negociações. E essa gente devia ter vergonha na cara, para aceitar que tal se passasse dessa forma." 

"Pois é, vamos trazer isso tudo de volta e vamos fazê-lo relativamente rápido. E vamos aplicar taxas sobre produtos importados, como o aço 25% e o alumínio 10%, e isto tudo, durante um longo período."

Em matéria de reacções internacionais, teme-se que a nova política comercial dos Estados Unidos, não venha a provocar uma guerra comercial, sobretudo com a China, consideram certos analistas.

Mas, os próprios chineses, têm um discurso diferente, com o porta-voz do ministério dos negócios estrangeiros, a dizer que "China não vai replicar com medidas idênticas".

Mesmo assim um representante duma associação patronal chinesa disse que os americanos serão os primeiros afectados pela medida de Trump.

Por cá, na Europa, as reacções foram mais duras, com a União europeia a anunciar proximamente medidas de retaliação.

Na Alemanha, o país europeu, que mais exporta para os Estados Unidos, o sector da siderurgia, declarou que Trump, está a violar as regras da Organização Mundial do Comércio. 

Enfim, espera-se também que o Canadá, o 1° exportador de aço para os Estados Unidos, venha a adoptar uma política de retaliação à altura das medidas tomadas pelo presidente americano, Donald Trump.