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EUA acusam Síria de usar armas químicas

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Civis procuram segurança após um bombardeio em Douma, no Ghouta Oriental. REUTERS/ Bassam Khabieh

Os Estados Unidos acusaram a Síria de usar armas químicas no ataque a redutos de opositores. As acusações foram feitas na sequência de bombardeamentos em que helicópteros governamentais sírios terão alegadamente feito explodir contentores com gás de cloro.


Na Síria, os resultados dos ataques aéreos do regime de Bashar al-Assad no leste de Ghouta, uma região rebelde a leste de Damasco, continuam a aumentar. 47 pessoas, incluindo 10 crianças, morreram ontem terça-feira, 6 de Fevereiro. No dia anterior, na segunda-feira, um bombardamento matou 31 pessoas.

De acordo com um relatório do Observatório Sírio para os Direitos Humanos, suspeita-se o regime sírio de usar uma vez mais armas químicas. As Nações Unidas abriram uma investigação.

Perto de Damasco, Ghouta Oriental é palco de conflitos desde 2013 pelas forças do regime sírio que resultou no facto de mais de 400.000 civis viverem em condições humanitárias desastrosas, marcadas pela falta de alimentos e remédios.

Nos últimos dias, a violência intensificou-se neste enclave rebelde e o balanço é muito pesado. A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) anunciou que as últimas investigações dão conta de "as alegações sobre o uso de armas químicas na Síria continuam a ser uma grande preocupação, e a OPAQ está a estudar todas as alegações credíveis", afirmou a organização internacional com sede em Haia, em comunicado.

Nas últimas semanas, o regime de Bashar al-Assad foi acusado de realizar vários ataques químicos, principalmente no reduto rebelde de Ghouta Oriental, perto de Damasco.

As suspeitas levaram os Estados Unidos a ameaçar adoptar novas acções militares, enquanto a Síria nega o uso de armas químicas, denunciando "mentiras". A Rússia, aliada de Bashar al-Assad, denunciou uma "campanha de propaganda".

"Qualquer uso de armas químicas é uma violação da Convenção sobre Armas Químicas e da norma internacional que proíbe essas armas", reiterou o director-geral da OPAQ, Ahmet Üzümcü, no comunicado.