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Nota explosiva opõe Trump ao FBI

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Presidente americano, Donald Trump. ®Reuters

O Presidente americano deu luz verde à publicação de um nota confidencial redigida pelo Presidente republicano da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes, Devin Nunes, um documento de 4 páginas colocando em causa os métodos do FBI na investigação sobre as alegadas ingerências russas nos processo eleitoral americano em 2016.


Neste documento que colocaria em causa a neutralidade do FBI , são designadamente mencionadas escutas sobre efectuadas sobre a equipa de campanha de Trump em 2016. Ora desde o escândalo do Watergate, nos anos 70, o FBI tem que pedir autorização de um tribunal especial para recorrer a esse tipo de procedimentos. Enquanto numerosos republicanos qualificam isso de abuso de poder e reclamam a publicação do referido documento, do lado democrata, trata-se claramente de uma manobra para lançar o descrédito sobre o FBI cujo inquérito sobre as eventuais relações entre a Rússia e a equipa de Trump tem sido a pedra no sapato do Presidente americano.

Por sua vez, o habitualmente discreto director do FBI, Christopher Wray, escolhido no ano passado por Trump para substituir no cargo James Comey, ruidosamente exonerado devido ao seu empenho no incómodo inquérito, pronunciou-se contra a publicação desta polémica nota em nome da preservação de informações secretas.

Este apelo contudo não parece estar a surtir efeito. Hoje num Tweet matinal, o Presidente americano escreveu que "os mais altos responsáveis e investigadores do FBI e do ministério da justiça politizaram um processo sagrado de inquérito a favor dos democratas", o que a seu ver "teria sido inimaginável há alguns tempos atrás".

Considerações às quais retorquiu um eleito democrata da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes, Adam Shiff, que considerou que "o que teria sido inimaginável há alguns tempos atrás, é que o mais alto responsável de um país autorizasse a publicação de informações no intuito de atacar o FBI".