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Luiz Inácio Lula da Silva Corrupção Brasil Justiça

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Lula da Silva proibido de sair do Brasil

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Lula da Silva, ex-presidente do Brasil REUTERS/Leonardo Benassatto

Um dia depois de ter sido ratificada e aumentada a sua condenação no caso Lava Jato, o ex-presidente brasileiro Lula da Silva recebeu hoje ordem para entregar o seu passaporte.


O advogado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deslocou-se, esta manhã, à sede da Polícia Federal em São Paulo para entregar o passaporte do líder político a pedido da Justiça.

Esta quarta-feira, a justiça brasileira, em segunda instância, ratificou a condenação por corrupção passiva do ex-presidente brasileiro. Uma decisão adoptada por unanimidade pelos três juízes desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

O ex-inquilino do Palácio do Planalto foi condenado a uma pena de prisão de doze anos e um mês por corrupção e branqueamento de capitais.

A Policia Federal sublinhou que estava a “cumprir a ordem judicial de confiscar o passaporte do ex-presidente Lula”. A defesa do antigo presidente de 72 anos mostrou-se “consternada” com a decisão, mas garantiu o cumprimento da mesma.

A medida decretada não está relacionada com o processo Lava Jato, prende-se com a Operação Zelotes, onde Lula da Silva é suspeito de tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Lula da Silva deveria viajar hoje para Addis Abeba, Etiópia, para participar amanhã numa reunião da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) subordinada ao tema "Parceria renovada para acabar com a fome em África até 2025 - Cinco anos depois: balanço dos progressos e lições à luz dos objectivos de desenvolvimento sustentável". Uma deslocação a convite da União Africana, no âmbito da 30ª cimeira da organização africana que decorre a 28 e 29 deste mês e onde o presidente do Brasil entre 2003 e 2010 deveria ficar até dia 29 de Janeiro.

Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta outros seis processos judiciais, na maioria por alegados casos de corrupção. O ex-presidente declara-se inocente em todos e denuncia uma cabala para impedir o regresso do Partido dos trabalhadores ao poder.