rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Donald Trump Israel Palestiniano Palestina Prisão Agressão Soldado Justiça Tribunal

Publicado a • Modificado a

Menor palestiniana detida por agredir soldados israelitas

media
Adolescente palestiniana Ahed Tamimi perante o Tribunal Militar de Ofer, na Cisjordânia, a 1 de Janeiro de 2018 REUTERS/Ammar Awad

A jovem palestiniana Ahed Tamini de 16 anos detida a 19 de Dezembro, após ter esbofeteado um soldado israelita na Cisjordânia ocupada, foi ontem indiciada de 12 crimes de agressão de soldados, passíveis de até 7 anos de prisão.


A jovem palestiniana Ahed Tamini de 16 anos, transformou-se num verdadeiro ícone para a juventude palestiniana, depois de ter sido detida a 19 de Dezembro na Cisjordânia ocupada por Israel, quatro dias depois de ter esbofeteado e empurrado um soldado israelita, durante uma manifestação contra a decisão do Presidente Donald Trump de transferir a embaixada norte-americana de Telaviv para Jerusalém.

Ahed Tamini foi esta segunda-feira (1/01) indiciada de 12 crimes de agressão de soldados e apedrejamento dos mesmos durante manifestações na primavera de 2017, crimes passíveis de até 7 anos de prisão.

Menor palestiniana detida por agredir soldados israelitas 02/01/2018 ouvir

A sua advogada de defesa Gaby  Laski considera que a justiça militar israelita está a fazer dela um exemplo de resistência : "é surpreendente porque ela foi presa por uma razão específica, e os procuradores fizeram tudo o possível para tentar acusá-la de mais coisas, porque por este incidente, ela não pode ser indiciada, nem presa, nem mantida sob custódia policial durante um tão longo período. É certo a 100% que eles estão a tentar fazer dela um exemplo, mas estão a fazer o contrário, estão a fazer dela um exemplo de reisitência".

A detenção de Ahed Tamini foi ontem prolongada até 8 de Janeiro, data em que o tribunal decidirá se prossegue ou não as acusações do procurador militar israelita.

Em Israel os menores de 13 anos apenas podem ser condenados a dois meses de prisão, mas a partir do 14 anos são tratados como adultos e segundo a ONG de defesa internacional das crianças 77 menores passaram por, ou continuam detidos em prisões israelitas.