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EUA mais próximos de uma guerra com Coreia do Norte

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Os sul-coreanos assitem às saudações da líder norte-coreano Kim Jong-Un na televisão JUNG Yeon-Je / AFP

No discurso de Ano Novo, o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou que tem um botão na sua mesa pronto para ser usado caso o país seja ameaçada, mas diz estar aberto ao diálogo com Seul.


O líder Kim Jong-un anunciou no discurso anual à nação que a Coreia do Norte completou o programa nuclear em 2017 e os Estados Unidos devem reconhecer essa realidade; "o botão nuclear está sempre na minha mesa. Isto não é chantagem mas a realidade".

Kim Jong-Un afirmou que os Estados Unidos precisam reconhecer que o poder nuclear norte-coreano é uma realidade e não uma "ameaça".

Kim Jong-Un afirmou ainda que os Jogos Olímpicos de Inverno, que irão acontecer na Coreia do Sul, "vão ser uma boa oportunidade para mostrar o estado da nação coreana e desejamos, sinceramente, que o evento se desenvolva com resultados positivos", disse sobre os Jogos de Pyeongchang, que vão decorrer entre os dias 9 e 25 de Fevereiro. Anuncio que foi bem recebido pelos sul-coreanos como nos explica o professor de coreano em Lisboa, Byung Goo Kang.

Byung Goo Kang, professor de coreano em Portugal 01/01/2018 ouvir

Os Estados Unidos estão agora mais próximos do que já estiveram de uma guerra nuclear com a Coreia do Norte, alertou o antigo oficial militar americano Mike Mullen que disse ter poucas perspectivas de uma solução diplomática.

"Estamos realmente mais perto, na minha opinião, de uma guerra nuclear com a Coreia do Norte e nessa região do que nunca", disse Mike Mullen.

"E, na minha opinião, existe um clima muito perigoso pela incerteza sobre como isso tudo acabará", disse em entrevista à estação televisiva ABC. "No topo da lista (de uma possível guerra) está a Coreia do Norte".

O antigo oficial militar americano, que serviu como o principal conselheiro militar dos EUA para os Presidentes George W. Bush e Barack Obama, questiona se Donald Trump pode ser constrangido pelo secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis, pelo conselheiro de segurança nacional H. R. McMaster ou pelo chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly.