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Expansão marítima chinesa preocupa vizinhos

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Imagem satélite de um dos ilhéus chineses realizada a 13 de Dezembro de 2015. Initiative/DigitalGlobe/Handout via REUTERS

Pequim reforça a sua implantação no mar da China meridional, segundo um relatório ontem publicado na China, que dá conta ainda de um projecto de energia nuclear nesta parte do oceano reivindicada por vários países.


De acordo com este documento que confirma suspeitas que eram veiculadas nos últimos meses pelos Estados Unidos mas que eram desmentidas até agora pela China, Pequim tem estado há vários anos a transformar pequenos ilhéus daquela parte em bases militares, construindo portos e pistas de aterragem, por exemplo, nos arquipélagos de Paracels ou Spratleys.

Segundo este documento, o objectivo é controlar melhor esta zona do globo que é estratégica em vários aspectos. Para além da abundância de pescado, transita por esta parte um terço do comércio marítimo mundial, sem contar a possibilidade de lá se encontrarem importantes reservas de gás e petróleo.

Este relatório refere ainda que os empreendimentos chineses já se estenderam sobre uns 290 km² desta área onde a China prevê colocar em funcionamento uma plataforma nuclear flutuante em 2020 com vista a produzir electricidade mas não só. Pequim assume que esta infra-estrutura terá um carácter civil mas igualmente militar.

Isto não é para tranquilizar os países da região que vêem com maus olhos o que qualificam de "expansionismo" chinês, tanto mais que alguns dos territórios abrangidos nos projectos chineses são reivindicados pelos seus vizinhos Coreia do sul, Japão, Filipinas, Brunei, Malásia e Vietname. Estes dados tomam ainda outra dimensão quando este relatório revela ainda que a China tem efectivos de 2 milhões de homens no seu exército.