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Presidenciais Rússia Candidatura Vladimir Putin Direitos Humanos Oposição

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Principal opositor de Putin privado de presidenciais

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Alexeï Navalny, principal opositor de Vladimir Putin. Vasily MAXIMOV / AFP

Após ter sido anunciada a rejeição da sua candidatura às presidenciais do 18 de Março, Alexeï Navalny, o principal opositor de Vladimir Putin, apelou ao boicote do escrutínio.


Apesar de uma forte mobilização dos seus apoiantes ainda ontem, momento que foi o ponto culminante de semanas de campanha pelo país fora, a Comissão Eleitoral Russa votou unanimemente o chumbo da candidatura do popular blogger anticorrupção que em 2013 tinha concorrido às autárquicas em Moscovo e tinha obtido 27,24 % dos votos, tendo chegado em segunda posição logo a seguir ao candidato apoiado pelo Kremlin.

A Comissão eleitoral sustentou a sua decisão no facto do blogger e jurista de 41 anos ter sido condenado no passado mês de Fevereiro a cinco anos de prisão com pena suspensa por desvio de fundos num caso datando de 2009, condenação devido à qual, segundo a comissão, o opositor ficou proibido de se candidatar à magistratura suprema até 2028.

Ao denunciar esta decisão que assenta num caso a seu ver "fabricado", Navalny apelou ao boicote eleitoral e considerou que "apenas Putin e os candidatos que ele escolheu pessoalmente, aqueles que não representam perigo nenhum para ele, é que vão participar" neste processo ao qual recusou chamar de eleição.

A um pouco mais de três meses das presidenciais na Rússia, com as candidaturas a fecharem no prazo limite de 31 de Dezembro, Putin é candidato declarado a um quarto mandato, face aos seus habituais adversários do Partido Comunista, os nacionalistas do LDPR e uma vedeta da televisão próxima da oposição liberal.

Embora a Rússia esteja corroída por uma alta taxa de pobreza, de violação dos Direitos Humanos e de corrupção, sondagens dão ao Presidente cessante 80% das intenções de voto, numerosos russos continuando a associar Vladimir Putin ao regresso da prosperidade no país bem como à sua afirmação na cena internacional. Se ele ganhar esta nova eleição, Vladimir Putin poderá ficar no poder até 2024.