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Conselho de Segurança da ONU: O poder do veto

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Nikki Haley, Embaixadora americana na ONU, levanta o braço para vetar o projecto de resolução que condena o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel REUTERS/Brendan McDermid

Hoje, no Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos vetaram o projecto de resolução que pretendia rejeitar a decisão de Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital oficial de Israel. Um  projecto de resolução que tinha sido proposto pelo Egipto.


Como era de prevêr, Washington utilizou o seu direito de veto. Por isso a direcção palestiniana irá à Assembleia Geral, como tinha prometido o chanceler palestiniano, Riyad al Malki, em comunicado.
 

“ A Embaixadora  dos Estados Unidos na ONU, Nikki Haley, vê no direito de veto uma prova de orgulho e de poder, mas nós vamos mostrar aos Estados Unidos que eles estão isolados, e que a comunidade internacional rejeita a sua  posição", tinha afirmado Riyad al Malki.

De referir que 14 dos 15 membros do Conselho de Segurança, mesmo os aliados tradicionais de Washington - Londres e Paris - votaram contra a decisão de Donald Trump, o que constitui uma humilhação para a diplomacia norte-americana.

A Assembleia Geral da ONU reúne - se amanhã, Terça -feira, em sessão plenária, com o direito do povo palestiniano à autodeterminação em agenda. Mas, contráriamente ao Conselho de Segurança, não há direito de veto na Assembleia Geral...

Isto deixa ainda aos Palestinianos a possibilidade de obter um voto favorável, e portanto, a rejeição da decisão do Presidente Donald Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.