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EUA reconhecem Jerusalém como a capital de Israel

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Embaixada dos Estados Unidos em Telaviv JACK GUEZ / AFP

O Presidente norte-americano prepara-se para reconhecer a cidade de Jerusalém como capital de Israel.


O Presidente norte-americano, Donald Trump, deverá anunciar hoje que os Estados Unidos vão reconhecer Jerusalém como capital de Israel, contrariando a posição dos países europeus, árabes e muçulmanos e a linha diplomática seguida por todos os presidentes norte-americanos até agora.

Ao anúncio, esperado para esta quarta-feira, vai seguir-se a mudança da embaixada dos Estados Unidos da América em Telavive para Jerusalém, rompendo com a prática dos seus antecessores nos últimos 20 anos e arriscando um grave conflito diplomático e a reabertura do conflito na região.

Chefes da diplomacia mundiais manifestam-se contra anunciada decisão de Donald Trump.

O primeiro-ministro da Palestina, Rami Hamdallah, considera que o previsível reconhecimento dos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel vai "destruir o processo de paz e a solução de dois Estados".

O papa lembrou que "Jerusalém é uma cidade única, sagrada para judeus, cristãos e muçulmanos, que ali veneram locais sagrados para as suas respectivas religiões, e ela tem uma vocação especial para a paz".

"A situação não é fácil", afirmou o porta-voz do Presidente Vladimir Putin, Dmitri Peskov, num encontro com jornalistas em Moscovo.

"Quando eles dizem que querem declarar Jerusalém como a capital da Palestina ocupada, isso mostra a sua incapacidade", afirmou o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, que condenou a intenção dos Estados Unidos de reconhecerem Jerusalém como a capital de Israel, garantindo que "o povo palestiniano sairá vitorioso".