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Demissão Governo Incêndio Portugal António Costa Marcelo Rebelo de Sousa

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Incêndios: Ministra portuguesa do Interior demite-se

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O Primeiro-Ministro português António Costa tem estado a ser alvo de crescentes críticas. Andreas SOLARO / AFP

Depois de Portugal apagar os últimos incêndios que afectavam desde Domingo a sua zona norte e centro com um balanço de 41 mortos, o país começa a tirar as ilações políticas desta nova tragédia. A ministra portuguesa da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, que já tinha sido alvo de críticas pela sua gestão dos incêndios de Junho que custaram a vida de 65 pessoas, apresentou a sua demissão, uma decisão aceite pelo Primeiro-Ministro colocado em dificuldade com esta nova crise.


Instado a tomar posição pela rua mas igualmente por vários quadrantes políticos, o Presidente da República exigiu ontem que o Governo peça desculpa ao país pelas mortes nos incêndios florestais, Marcelo Rebelo de Sousa declarando que é preciso "abrir um novo ciclo" e que isso "inevitavelmente obrigará o Governo a ponderar o quê, quem, como e quando melhor serve esse ciclo".

Esta porta aberta a António Costa contudo não satisfaz os partidos de oposição. O antigo chefe do governo, Passos Coelho considera que o actual Primeiro-ministro "não merece segunda oportunidade" e o CDS-PP anunciou ontem que pretende apresentar uma moção de censura ao governo.

António Costa que responde hoje aos deputados é recebido no final da tarde pelo Presidente da República, na sua habitual reunião semanal, garantiu que vai conduzir reformas no sistema de combate aos incêndios. Só este ano, estima-se que os fogos consumiram a maior área florestal de sempre em Portugal: mais de 500 mil hectares. Mais pormenores com João Pedro Vitória.

João Pedro Vitória, correspondente da RFI em Lisboa 18/10/2017 ouvir