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ONU analisa possíveis novas sanções contra Pyongyang

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Kim Jong-Un prometeu aos EUA "o maior dos sofrimentos e das dores" se persistissem em querer mais sanções. KCNA via REUTERS

O Conselho de Segurança da ONU debruça-se esta noite sobre um projecto de resolução americano conducente à aplicação de novas sanções contra a Coreia do Norte um pouco mais de uma semana depois de Pyongyang ter efectuado o seu sexto ensaio de arma nuclear. Trata-se de um projecto revisto, depois de uma primeira versão divulgada na passada Quarta-feira ter sido rejeitada pela Rússia e a China que têm o direito de veto no Conselho de Segurança e têm apelado a outra estratégia relativamente à Coreia do Norte.


O projecto inicial previa o congelamento dos bens do Presidente da Coreia do Norte, o corte imediato das exportações de petróleo rumo àquele país, o fim da importação de têxtil proveniente desse país bem como o repatriamento dos cerca de 50 mil expatriados norte-coreanos.

O texto revisto já não prevê o congelamento dos haveres de Kim Jong-Un, mas coloca numa lista negra Pak Yong Sik, um dos responsáveis do programa de mísseis juntamente com 3 agências norte-coreanas. O novo projecto continua a prever o corte das exportações de petróleo, mas um corte progressivo, prevê a suspensão das importações de têxtil norte-coreano e, relativamente aos expatriados daquele país, já não pede o seu repatriamento mas reclama que se submeta as novas contratações de emigrantes norte-coreanos à autorização de uma comissão do Conselho de Segurança.

Perante a perspectiva do eventual voto de novas sanções, pouco mais de um mês de já terem sido adoptadas medidas contra o regime de Pyongyang, Seul e Paris apelaram à "unidade" face à Coreia do Norte, o primeiro-ministro japonês -quanto a si- pronunciou-se a favor de um reforço do arsenal do seu país enquanto, por seu turno, o Presidente norte-coreano prometeu aos Estados Unidos "o maior dos sofrimentos e das dores" se persistissem em exercer pressões no sentido de se adoptarem novas sanções.