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Iémen: guerra e cólera

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Habitantes de Bajil, província iemenita de Hodeidah, recebem jerrycans com água potável .29 de Julho de 2017 REUTERS/Abduljabbar Zeyad

Com em pano de fundo uma guerra civil devastadora,o Iémen enfrenta também a deterioração da situação humanitária,devido à destruição das suas infraestruturas. As crianças são as mais afectadas por uma epidemia de cólera ,que já atingiu mais de meio milhão de pessoas, no país do Médio-Oriente .


De acordo com a Organização Mundial de Saúde existem 503, 484 casos suspeitos ,bem como 1.975 mortes , devido à cólera no Iémen, país devastado pela guerra . Mais de um quarto dos mortos , assim como mais de 41 doentes são crianças. Segundo a agência da ONU , registou-se um abrandamento da propagação da cólera a partir do mês de Julho, mas a doença continua a atingir cerca de 5.000 pessoas por dia.

 

Depois de um primeiro surto de cólera em 2016, a doença reapareceu em Abril no país do Médio-Otriente , com 27 milhões de habitantes .O actual conflicto complica a entrega de medicamentos e a ajuda humanitária internacional às populações afectadas. Milhões de iémenitas não dispõem de água potável , o que segundo a OMS,facilita a propagação da cólera.

A guerra civil entre os rebeldes hutis e a coligação de países árabes ,liderada pela Arábia Saudita e favorável ao poder central, dificulta o acesso do pessoal médico às populações necessitadas.

O secretário-geral adjunto da ONU para as questões humanitárias, Stephen O'Brien declarou que milhões de iemenitas estão confrontados com a ameaça da fome, um dos maiores surtos de cólera no espaço de um ano e com a injustiça de um conflito brutal, perante o qual o mundo nada faz para pôr um termo.