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Tensão entre israelitas e palestinianos em Jerusalém

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Fiéis muçulmanos oram na esplanada das Mesquitas em Jerusalém para protestar contra a instalação de detectores de metais à entrada da zona histórica. 17 de Julho de 2017 . REUTERS/Ammar Awad

Nova escalada da tensão no respeitante à frequentação dos lugares sagrados de Jerusalém. As autoridades de Israel decidiram reforçar as medidas de segurança à entrada da mesquita de Al-Aqsa nomeadamente através da instalação de detectores de metais, bem como câmaras de vigilância.


A decisão foi tomada depois do ataque por um palestiniano que resultou na morte de dois agentes da polícia, na terça-feira.

Como resposta às medidas das autoridades israelitas,os muçulmanos optaram por um boicote ao citado lugar sagrado.

À semelhança dos dias anteriores, várias dúzias de crentes muçulmanos rezaram no exterior do complexo Haram al-Sharif ( o Santuário Nobre), conhecido pelos judeus como o Templo do Monte, para protestar contra os detectores de metais instalados à entrada da Mesquita Al-Aqsa .

O ataque e subsequentemente as medidas de segurança que foram tomadas, têm contribuído para aumentar a tensão entre israelistas e palestinianos.

Nos últimos dias tiveram lugar protestos e escaramuças entre manifestantes e polícias de Israel, no exterior do lugar sagrado, que também inclui para além da mesquita Al-Aqsa, a Cúpula da Rocha.

Na terça-feira um palestiniano de 30 anos atacou com uma viatura dois militares israelitas, na cidade de Hebron, situada na Cisjordânia.

Os dois militares ficaram ligeiramente feridos e o agressor foi abatido. Não se sabe se o ataque de Hebron está relacionado com a actual vaga de tensão em Jerusalém.

Na segunda-feira, um palestiniano de 17 anos ficou ferido no decurso dos confrontos ocorridos em Silwan, em Jerusalém leste e a agência de notícias palestiniana Wafa acusou os polícias israelitas de terem disparado contra o jovem , bem como invadido posteriormente o Hospital Makased, onde estava a ser tratada a vítima.

Segundo as autoridades policiais de Israel, muçulmanos continuam a afluir à esplanada da mesquita de Jerusalém.

O Primeiro-ministro palestinano Rami Hamdallah declarou aos media, que os muçulmanos rejeitam as medidas perigosas tomadas por Israel, que segundo ele impedem a liberdade de culto e dissuadem os fiéis.

O lugar sagrado Haram al-Sharif,para os muçulmanos e Templo do Monte, para os judeus , é fulcral para a resolução do conflicto israelo-palestiniano.

O mesmo está situado em Jerusalém Leste e foi ocupado por Israel em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias e posteriormente anexado. A anexação nunca foi reconhecida pela comunidade internacional.