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França: mediador na crise entre Qatar e os seus vizinhos do Golfo

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Jean-Yves Le Drian, ministro francês dos Negócios Estrangeiros e o seu homólogo qatari Mohammed bin Abdulrahman al-Thani em Doha. 15 de Julho de 2017 AFP

A França decidiu desempenhar o papel de mediador na crise que opõe o Qatar aos seus vizinhos do Golfo.Segundo os analistas a missão incumbida ao ministro dos negócios estrangeiros, Jean-Yves Le Drian não será fácil para o chefe da diplomacia francesa, se atendermos às profundas divergências Doha e Riade. A Arábia Saudita acusou os dirigentes qataris de financiarem o terrorismo islamista mundial. Jean-Yves Le Drian cuja primeira escala nas capitais do Golfo foi Doha, onde se avistou neste sábado com o seu homólogo qatari Mohammed bin Abdulrahman, tem como objectivo levar da França uma mensagem de apaziguamento à região.


Jean-Yves Le Drian desloca-se à região do Golfo, após o seu homólogo americano Rex Tillerson cuja visita ao Qatar, não contribuiu para um progresso significativo , no que toca ao desfecho de uma crise, que levou a Arábia Saudita, o Koweit , os Emirados Árabes Unidos,o Bahrain e o Egipto a decretar um embargo à Doha. Depois do seu encontro com o xeique Mohammed bin Abdulrahman, o chefe dos diplomatas franceses, declarou nomeadamente que a intenção da França é facilitar a mediação no conflito político-diplomático que coloca frente a frente , o Qatar e os seus vizinhos árabes, dos quais a Arábia Saudita, acusa Doha de ser a fonte de financiamento do terrorismo islamista internacional.

Jean-Yves Le Drian que também se avistou com o emir Tamin bin Hamad Al-Thani, sublinhou em Doha , que a França está muito preocupada com a repentina deterioração das relações entre o Qatar e os outros Estados do Golfo. Le Drian acrescentou que a França tenciona ajudar a criar as condições para um diálogo franco e apaziguado visando uma solução para a crise na região.

O chefe da diplomacia qatari, Mohammed bin Abdulrahman , congratulou-se pelo apoio francês , e realçou que a solução para a crise entre o seu país e a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Bahrein e o Egipto, deve ser procurada no âmbito de um diálogo construtivo, bem como no respeito pela soberania do Qatar e do direito internacional. Abdulrahman declarou que o Qatar espera da parte da França, um apoio à mediação do Koweit e às iniciativas dos Estados Unidos destinadas a pôr um termo a actual crise.

No passado dia 5 de Junho, a Arábia Saudita e os seus aliados do Golfo decidiram encerrar as  fronteiras com o Qatar e proibir a este último país o acesso aos seus respectivos espaços aéreos. Riade e os seus parceiros acusam Doha de extremismo e de estreitar laços com o Irão, arqui-rival da Arábia Saudita.

No seu périplo de quatro dias pela região do Golfo, o ministro dos negócios estrangeiros francês, visita também a Arábia Saudita, o Koweit e os Emirados Árabes Unidos.