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Incêndio e tragédia humana em Portugal

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Bombeiros lutam contra um incêndio próximo de Bouca, no centro de Portugal.18 de Junho de 2017 ©REUTERS/Rafael Marchante

O incêndio que deflagrou no Concelho de Pedrógão, distrito de Leiria, no centro de Portugal, torna-se a maior tragédia humana ocorrida nos últimos anos, no país do sul da Europa, de acordo com o Primeiro-ministro português António Costa, que se deslocou à região.O balanço provisório é de 61 mortos, mas segundo o Chefe do governo português, prosseguem as buscas para encontrar vítimas do sinistro, que resultou na destruição das florestas de eucalíptos e de pinheiros situadas entre as aldeias de Pedrógão Grande,Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. As autoridades portuguesas decretaram luto nacional de três dias.


 

Fogo mortífero provoca tragédia em Portugal.

É a maior tragédia de vidas humanas dos últimos anos, foi assim que primeiro-ministro português, António Costa, classificou , na noite de sábado para domingo, o incêndio que já provocou dezenas de mortos e feridos no Concelho de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, no centro de Portugal.

António Costa, Primeiro-ministro de Portugal, apresentou os seus pesares às famílias das vítimas da tragédia.

 

António Costa, Primeiro-ministro de Portugal 18/06/2017 ouvir

 O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa,bem como o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, deslocaram-se até Pedrógão Grande na mesma noite. O Secretário de Estado da Administração Interna adiantou,e domingo, que se mantêm activas quatro frentes, duas das quais a arder com muita violência, e manifestou muita preocupação com os ventos cruzados que se faziam sentir no local, um cenário exatamente igual ao que ocorreu no sábado. O fogo alastrou-se aos concelhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera. Segundo a página na Internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), o fogo deflagrou em Escalos Fundeiros às 13:43 de sábado e, pelas 13:30 de domingo, estavam no local 692 operacionais, apoiados por 215 viaturas e seis meios aéreos. A Polícia Judiciária já afastou a possibilidade de origem criminosa do incêndio, informou que o fogo teve origem numa trovoada seca.

 Almeida Rodrigues, Director da Polícia Judiciária, declarou a agência noticiosa Lusa, que não existem indícios de que o incêndio deflagrado no Concelho de Pedrógão é de origem criminosa.

 

Almeida Rodrigues,Director da Polícia Judiciária 18/06/2017 ouvir

Mais de 1 600 operacionais, apoiados por cerca de 500 viaturas e 18 meios aéreos, combatiam, pelas 15:50, de domingo, os cinco principais incêndios que lavravam em Portugal continental.

 Pedro Viterbo, director do Departamento de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera referiu-se à situação como caótica.

Pedro Viterbo, Director do Departamento de Meteorologia e Geofísica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera 18/06/2017 ouvir

Em Bruxelas, o comissário europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, anunciou que a União Europeia (UE) está pronta a ajudar Portugal, tendo já sido enviados aviões de combate a incêndios pelo Mecanismo de Proteção Civil europeu. O Governo português decretou 3 dias de luto nacional e o Presidente da República suspendeu a sua agenda até terça-feira. As condolências a Portugal surgem de vários países da Europa, mas também de outros Estados estrangeiros. Em Roma, o papa Francisco rezou pelos mortos e expressou a sua proximidade ao querido povo português.

O Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, informou através da sua página pessoal na rede social Facebook ter telefonado ao homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, para lhe transmitir solidariedade nestes momentos trágicos causados por devastador incêndio.

O Presidente da República de França, Emmanuel Macron, o Primeiro-ministro do Luxemburgo, Xavier Bettel, assim como o seu homólogo grego da Grécia, Alexis Tsipras, enviaram mensagens de solidariedade ao líder do executivo português. António Costa recebeu telefonemas do Primeiro-ministro de Espanha, Mariano Rajoy, e da chanceler alemã, Angela Merkel, que exprimiram as suas condolências. Mensagens foram também enviadas pelos primeiros-ministros de Itália e Suécia, respectivamente Paolo Gentiloni e Stefan Löfven.

Correspondência Luís Guita.Portugal 18/06/2017 ouvir