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Onda de solidariedade entre a Madeira e Venezuela

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Onda de solidariedade entre a Madeira e Venezuela Reuters

Mais de um milhão de luso-venezulanos pretendem voltar nos próximos tempos à ilha da Madeira. A crise económica e humanitária, que se vive no país, está a motivar esta saída de emergência. Várias associações estão a prestar auxílio aos emigrantes na Venezuela contudo, a recusa das autoridades em receber ajuda torna a tarefa mais difícil. 


A crise humanitária que se vive na Venezuela é acompanhada de perto pelos madeirenses, uma das maiores comunidades no país, que se desdobram para fazer chegar ajuda a um país onde são cada vez mais escassos os bens alimentares e os medicamentos.

Lídia Albornoz, luso-venezuelana e volutária na associação Venexos na Madeira, reconhece que o facto do governo da Venezuela se recusar a receber ajuda torna a tarefa ainda mais difícil."Nós temos que usar outros meios que não são os mais legais para poder meter medicamentos na Venezuela (...) Pagar transportes de Lisboa para Miami (...) e pagar a pessoas que consigam levar esses medicamentos a associações representantes da Venexos que os entregam às clínicas. Não se pode dar a hospitais públicos, porque o governo toma conta disso". 

Nos útimos tempos são cada vez mais os emigrantes que pretendem regressar à Madeira. De acordo com os números avançados por um responsável do consulado de Portugal na Venezuela há cerca de um milhão de luso-venezulanos que querem voltar.

Lídia Albornoz admite que a Madeira não tem nenhum plano de emergência para receber essas pessoas, tendo em conta o actual contexto de crise económica que se vive na ilha. " Nos últimos tempos têm sido feitos vários apelos ao governo regional no sentido de serem criadas as condições necessárias para receber estas pessoas", conclui. 

Ontem, o Presidente Nicolas Maduro voltou a anunciar um novo aumento de 60% do salário mínimo dos venezuelanos que, com subsídio de alimentação incluído, atinge o equivalente a 258 euros. Enquanto isso, na rua, os estudantes venezuelanos realizaram uma vigília de 12 horas em homenagem aos que perderam a vida nos protestos contra o governo de Nicolás Maduro. A oposição pede eleições antecipadas.

Lídia Albornoz, voluntária na associação Venexos na Madeira 01/05/2017 ouvir