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França Eleições presidenciais francesas 2017 Benoît Hamon Economia

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Benoît Hamon apresenta o seu programa

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Benoît Hamon durante a apresentação hoje do seu programa. REUTERS/Gonzalo Fuentes

Antes do seu megacomício de Domingo aqui em Paris, onde são esperadas 12 mil pessoas, Benoît Hamon, candidato socialista às presidenciais francesas apresentou hoje o seu programa, uma estratégia com algumas mudanças comparativamente às propostas que tinha feito na altura das primárias de esquerda, mas que não é marcada por nenhuma viragem radical.  


Hamon mantém as suas medidas mais marcantes tais como reformas democráticas (o chamado 49-3 cidadão), o rendimento universal de sobrevivência, uma medida que numa primeira fase deveria custar ao Estado 35 mil milhões de Euros, medidas a favor da protecção do meio ambiente e também visando incrementar as pequenas e médias empresas, o imperativo sendo a criação de empregos.

"50% das adjudicações públicas serão reservadas às pequenas e médias empresas (...) Esta medida vai favorecer os circuitos curtos, a capacidade das colectividades públicas passarem acordos com empresas da mesma zona. Vou introduzir igualmente clausulas sociais, a favor da protecção do meio ambiente, do trabalho e da produção local, para favorecer uma vez mais o tecido das nossas pequenas e médias empresas, " anunciou o candidato socialista que por outro lado também indicou que se fosse eleito Presidente iria obrigar "as empresas que decidam deslocalizar as suas actividades a reembolsar as ajudas públicas de que terão beneficiado". Noutra Vertente, Hamon disse ainda que iria opor-se aos Tratados de comércio livre da União Europeia com o Canadá e com os Estados Unidos" por -a seu ver- representarem "uma ameaça".

Benoît Hamon candidato socialista às presidenciais, com tradução de Patrick Caseiro 16/03/2017 ouvir

Resta saber quais serão as reacções da família socialista às propostas de Benoît Hamon que apesar de ter saído vencedor das primárias de esquerda, vê a ala direita do seu partido, tenores socialistas e membros do governo, preferir apoiar abertamente a candidatura sem etiqueta partidária do antigo ministro da Economia Emmanuel Macron. Embora ainda não tenha dado indicação da sua preferência, o próprio antigo Primeiro-Ministro Manuel Valls que tinha garantido aquando das primárias de esquerda que daria o seu apoio ao vencedor recuou na passada terça-feira, tendo declarado publicamente que não apoiaria a campanha de Hamon.

A um pouco mais de um mês da primeira volta das presidenciais, de acordo com uma sondagem divulgada hoje, Hamon continua com 13,5% das intenções de voto na primeira volta. Em primeiro lugar, continua a extrema-direita de Marine le Pen com 26,5% das intenções de voto, Emmanuel Macron está em segundo lugar com 25,5% e em terceiro está o candidato da direita, François Fillon, com 18% de opiniões favoráveis.