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Morte misteriosa do meio irmão de Kim Jong-un

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Kim Jong Nam REUTERS/Eriko Sugita/File Photo

Quando a realidade apanha a ficção. Este acontecimento poderia ter sido o guião de um novo James Bond. Num aeroporto de Kuala Lampur –capital da Malásia- uma pessoa sente-se mal e morre pouco depois no caminho para o hospital, muito provavelmente de envenenamento. Só que a vitima, King Jong-nam, 46 anos, é  o meio-irmão de Kim Jong-un, jovem líder da Coreia do Norte desde 2011.


Filho de Kim Jong il, antigo ditador norte coreano e da actriz Song-Hye-rim, a vítima terá sido borrifado com um spray ou então espetado com seringas tóxicas na zona das lojas do aeroporto antes de pedir ajuda num balcão de informações.

Kim Jon-nam chefeou os serviços de contra espionagem da polícia secreta do regime norte coreano. Foi considerado numa altura como herdeiro potencial do seu pai Kim Jong-il.

A seguir a uma tentativa de viajar à Disneyland Tokyo no Japão em 2001 com falso passaporte caiu em desgraça. Desde então vivia no exilio em Macau sob a segurança das autoridades chinesas.

Afastado da sucessão dinástica, tinha sido um próximo do próprio tio do actual líder norte coreano, Jang Song-thaek, acusado de traição e executado em 2013 por ordem do sobrinho.

Segundo a Reuters, a agência secreta da Coreia do Sul suspeita que duas mulheres norte-coreanas o assassinaram. A suspeita “foi identificada nas câmaras de vigilância do aeroporto e estava sozinha na hora da detenção”.

Uma mulher com documento de identificação vietnamita foi presa no aeroporto de Kuala Lampur na manhã de 15 fevereiro.

Kim Jong-nam, o meio-irmão mais velho do líder da Coreia do Norte, estava em Kuala Lumpur à espera de um voo para Macau, onde morava num hotel de cinco estrelas.

Gozando de uma vida de luxo no antigo território português, teria viajado muito na região, utilizando um passaporte luso, o que segundo o diário Publico foi desmentido pelo Ministério dos Negócios estrangeiros, em Lisboa.

King Jong-nam já tinha sido alvo de uma tentativa de homicídio.

Em 2012 a Correia do Sul deteve um agente dos serviços norte-coreanos que estaria planear um atropelamento de Kim, supostamente sob ordens do líder norte-coreano.