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Catástrofe na cidade de Alepo na Síria

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Des volontaires syriens transportent un blessé après des bombardements le 30 septembre 2016 sur la zone rebelle de Heluk à Alep. THAER MOHAMMED/AFP

Com Alepo debaixo de bombardeamentos, o Presidente francês, François Hollande, recebeu em Paris, voluntários civis à procura de ajuda, tendo-lhes prometido que tudo fará para que a trégua declarada seja prolongada.


Depois de intensos bombardeamentos e ataques diversos sobre Alepo, decidiu-se fazer uma pausa humanitária e declarar uma trégua de 48 horas, alargada, entretanto, para 11 horas, a pedido de organizações internacionais e países como a França.

O Presidente francês, François hollande, que recebeu hoje (19) uma delegação dos chamados capacetes brancos, corpo de voluntários civis sírios pedindo ajuda, declarou que fará tudo para que haja uma extensão da trégua. 

"Farei tudo para que esta trégua seja prolongada, mas no momento, em que falo ainda há bombardeamentos", declarou o chefe de estado francês.

Por seu lado,o vice-presidente do grupo de voluntários civis sírios, Abduhaman Almahouasse, afirma que são chamados de heróis mas na realidade estão a ser flagelados diariamente e a  viver momentos graves.

Depois de 146 mortos, nos últimos tempos, cujo balanço tende a ser mais pesado, no dia 21 de setembro uma das nossas equipas foi alvejada por um duplo ataque, pois quando estávamos a socorrer pessoas atacadas, fomos vítimas de um segundo ataque.

Esta técnica surgiu há um ano com a intervenção dos russos na Síria,  para apoiar Bashar al Assad.
 

Enfim para o médico sírio, Tamama Loudani, o quadro é mesmo negro.

"A situação é catastrófica, por exemplo, só há 21 médicos, em Alepo, e os hospitais são bombardeados, coisa que nunca vimos no pssado. Uma autêntica catástrofe", sublinhou o médico dos voluntários civis sírios da cidade de Alepo, na  Síria.

João Matos sobre a catástrofe de Alepo na Síria 19/10/2016 ouvir