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Brasil: Dilma Rousseff promete recorrer da destituição

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Dilma Rousseff foi destituída da presidência brasileira REUTERS

Dilma Rousseff alega que a sua destituição se tratou de "uma inequívoca eleição indirecta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis", acrescentou a agora ex presidente brasileira.

 


A destituição de Dilma Rousseff pela câmara alta do parlamento brasileiro nesta quarta-feira provocou de imediato reacções populares.

Com registo para buzinões tanto por parte dos adeptos da dirigente do Partido dos trabalhadores, como dos seus detractores.

Foi o seu antigo vice-presidente, Michel Temer, a herdar o seu cargo até às eleições de 2018.

Dilma Rousseff alega ter-se tratado da segunda vez com que se debatia com um "golpe de Estado".

Ela acabaria por perder a presidência brasileira por ter sido condenada pelo Senado num caso de alteração de contas públicas para obter a sua reeleição, facto que ela sempre contestou e que voltou a denunciar através da sua conta twitter.

Também no plano internacional as reacções foram imediatas. A vizinha Venezuela, com autoridades também de esquerda, anunciaram de imediato a retirada do seu embaixador em Brasilia e a ruptura de relações com o Brasil.