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Tailândia Explosão Bomba Ataques

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Quatro mortos em explosões no sul da Tailândia

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Huan Hin, 12 de Agosto de 2016. MUNIR UZ ZAMAN / APF / AFP

Pelo menos quatro pessoas morreram numa série de explosões esta quinta e sexta-feira na Tailândia, incluindo nas estâncias turísticas de Hua Hin et Phuket. A polícia disse tratar-se de uma “sabotagem local”.


Entre quinta e sexta-feira, onze bombas explodiram em cinco províncias do sul da Tailândia, nomeadamente nas estâncias turísticas de Hua Hin et Phuket. Há, pelo menos, quatro vítimas mortais e mais de 30 feridos.

A polícia avançou que as explosões são "sabotagem local", excluindo a hipótese de "um ataque terrorista".

A estância turística de Hua Hin foi a mais afectada com uma vítima mortal e cerca de 20 feridos. Na quinta-feira à noite, duas bombas artesanais, escondidas em vasos num passeio, explodiram com meia hora de intervalo a cerca de 50 metros de uma zona com vários bares e restaurantes frequentados por turistas.

Esta sexta-feira de manhã, no mesmo bairro, outras duas explosões provocaram a morte de outra pessoa.

Na cidade de Surat Thani, uma bomba também matou uma pessoa e houve mais uma vítima mortal na cidade de Trang.

Em Phuket, a estância balnear mais conhecida da Tailândia, houve um ferido ligeiro.

Vários países, com a França, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha, aconselharam os seus cidadãos que estão de férias na Tailândia para serem prudentes e evitarem locais públicos.
 

Ataques frequentes no sul da Tailândia

Os ataques na Tailândia são frequentes no sul do país, devido ao conflito separatista que matou mais de 6.500 pessoas desde 2004.

A Tailândia é governada por uma junta militar que tomou o poder em 2014, num golpe de Estado, e o chefe da junta militar, o general Prayut Chan-O-Cha já denunciou uma tentativa de “semear o caos”.

Os ataques ainda não foram reivindicados e a polícia não privilegia qualquer pista por enquanto, como a possibilidade de uma vingança política num clima de forte repressão das liberdades desde o golpe de Estado. As autoridades excluíram, porém, que se trate de um ataque de separatistas muçulmanos do sul do país.

Para evitar qualquer acusação política, a ex-Primeira-ministra Yingluck Shinawatra, derrubada pelos militares em 2014, lamentou os ataques.