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5 anos depois da Revolução, o caos permanece na Líbia

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Há 5 anos começou a revolução que levaria à morte de Kadhafi REUTERS/Zohra Bensemra/Files

A 17 de Fevereiro de 2011, em plena eclosão das Primaveras Árabes, deu-se o começo de uma contestação sem precedentes do regime de Muamar Kadhafi que desembocou rapidamente numa intervenção da NATO, a morte do chefe de Estado em Outubro daquele ano aquando de um assalto contra o seu esconderijo e por fim a instalação de um poder interino, o Conselho Nacional de Transição, órgão político da rebelião que logo proclama a "libertação" do país.


Volvidos 5 anos, o país continua a viver em clima de incerteza. Enquanto a vizinha Tunísia está a tentar construir um novo Estado sobre as cinzas do regime Ben Ali, a Líbia é actualmente um país dividido com um parlamento e um governo com participação de milícias islamistas a funcionar em Tripoli, a capital, e outras instituições politicas -estas reconhecidas pela comunidade internacional- a funcionar no leste do país.

Em virtude de um acordo concluído no fim do ano passado sob a égide da ONU, ambas as partes concordaram em formar um governo de unidade nacional, executivo cuja composição foi finalmente anunciada há alguns dias, faltando agora este órgão receber o voto de confiança do parlamento internacionalmente reconhecido. Ora o voto que devia ter decorrido ontem foi adiado para a próxima terça-feira, não havendo garantias de que os parlamentares aprovem este executivo.

Ainda hoje a França e Marrocos que têm exercido fortes pressões para se chegar a um consenso apelaram os parlamentares a aprovarem rapidamente o governo de unidade nacional. Estes apelos fazem eco às múltiplas declarações da União Europeia que se diz disponível para apoiar a Líbia a partir do momento em que se dote de um governo de união, no intuito de restabelecer a economia deste país rico em petróleo e lutar mais eficazmente contra o grupo Estado Islâmico que se foi infiltrando na Líbia ao longo destes anos de caos.

António Dias Farinha, especialista dos países Árabes ligado à Faculdade de Letras de Lisboa, dá conta das forças em presença na Líbia e das dificuldades em se alcançar um consenso.

António Dias Farinha, especialista dos países Árabes ligado à Faculdade de Letras de Lisboa 17/02/2016 ouvir