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Obama quer inquérito de ataque a hospital do MSF no Afeganistão

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Foto de MSF do hospital de Kunduz bombardeado por avião americano a 3 de outubro de 2015. AFP PHOTO / MSF

Barack Obama, presidente americano, pede desculpas e apresenta profundas condolências a familiares e pessoal médico e para-médico do hospital do MSF, em Kunduz, bombardeado, na madrugada de 3 de outubro, por um avião americano.


O Presidente americano Barack Obama prometeu um inquérito exaustivo sobre o bombardeamento da madrugada de 3 de outubro, atribuido à aviação americana, da missão da NATO, contra o centro hospitalar de Médicos sem Fronteiras, em Kunduz, no norte do Afeganistão.

O ataque aéreo, provocou 19 mortos e um número grande de feridos, cerca de 37.

Assim, o Presidente Obama, apresentou, em nome do povo americano as suas  "profundas condolências aos familiares das vítimas e ao corpo de médicos e enfermeiros" do hospital da ONG francesa Médicos sem Fronteiras, em Kunduz, por esse « trágico acontecimento».

Por seu lado, a organização humanitária francesa, Médicos sem Fronteiras, anunciou este domingo, 4 de outubro, ter evacuado todo o seu pessoal de Kunduz.

O encerramento desse centro hospitalar é um duro golpe para a população civil de Kunduz apanhada no meio dos combates entre o exército afegão e os rebeldes talibãs para o controlo da cidade.

Recorda-se que nos últimos dias as forças afegãs tinham conseguido retomar Kunduz que estava sob controlo dos talibãs.

O centro de saúde era o único naquela zona à altura de dar tratamento e curativos de guerra no nordeste do Afeganistão.

Na madrugada deste sábado, 3 de outubro, o centro do MSF,  foi flagelado durante quase uma hora, depois que a ONG francesa advertiu o exército afegão e as forças americanas, que o estabelecimento tinha sido atacado pelos primeiros disparos.

Há pelo menos 19 mortos, dos quais 12 empregados da ONG, 7 doentes, entre eles 3 crianças, e 37 feridos, alguns em estado grave.

"O hospital já não está em condições de funcionar. Os doentes em estado grave foram tranferidos para outros centros hospitalares e já não há nenhum membro da nossa organização Médicos sem Fronteiras, nesse que foi nosso hospital”, sublinhou Kate Stegeman, porta-voz da ONG francesa.

Enfim, Zeid Ra’ad Al Hussein do Alto comissariado da ONU para os direitos humanos, declarou que o ataque aéreo poderá vir a ser considerado “crime de guerra”, se a justiça considerar que foi um ataque "deliberado".

João Matos crónica sobre Obama que quer inquérito ataque aéreo contra hospital do MSF no Afeganistão 04/10/2015 ouvir