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Mianmar Imigrantes clandestinos Malásia Muçulmano Protestos Tailândia Imigração

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Budistas nacionalistas protestam contra ajuda a migrantes muçulmanos de Mianmar

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Crianças da minoria rohingya em campo de refugiados de Sittwe, em Mianmar. REUTERS/Soe Zeya Tun

Centenas de budistas nacionalistas do estado de Rakhine, em Mianmar, protestaram neste domingo (14) contra a ajuda dada pelas autoridades aos migrantes rohingyas resgatados nas últimas semanas no Golfo de Bengala. Cerca de 500 pessoas, acompanhadas por dezenas de monges budistas, desfilaram na capital regional de Sittwe para protestar contra a minoria apátrida.


O estado de Rakhine, um dos mais pobres de Mianmar, reflete as tensões no país entre a maioria budista e os muçulmanos rohingyas, uma das minorias mais perseguidas no mundo, segundo a ONU. A maioria dos birmaneses, incluindo o governo, usa o termo "bengaleses" para designar os rohingyas, que eles consideram como imigrantes de Bangladesh.

Cerca de 4.500 migrantes rohingyas ou bengaleses chegaram recentemente em países vizinhos mais ricos, como Indonésia, Malásia e Tailândia. Segundo a ONU, cerca de 2 mil apátridas permanecem em barcos à deriva ou são mantidos como reféns por traficantes de seres humanos.

Devido à pressão internacional, a marinha birmanesa juntou-se às operações de resgate e socorreu cerca de 900 imigrantes famintos, que foram trazidos para o estado de Rakhine.

Panfleto racista

Um panfleto distribuído entre os manifestantes neste domingo chama os militantes a "proteger o futuro de Rakhine" contra os "Kalar", um termo racista para os muçulmanos em Mianmar.

A atual crise dos bengaleses e rohinghyas que se lançam ao mar para escapar da pobreza ou perseguição exacerbou ainda mais as tensões em Mianmar. Em 2012, cerca de 120 pessoas morreram no conflito interreligioso entre essas comunidades.

(Com informações da AFP)