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Operação de busca de israelenses sequestrados já matou quatro palestinos

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Soldados israelenses continuam as operações de buscas dos três jovens sequestrados na Cisjordânia. REUTERS/Ammar Awad

Duas pessoas foram mortas pelo exército de Israel neste domingo (22), na Cisjordânia. Eles elevam para quatro o número de civis palestinos abatidos desde o início da operação de busca de três jovens israelenses seqüestrados. Mahmoud Abbas condenou o que qualificou de “assassinatos a sangue frio”.


O presidente palestino, que condenou o seqüestro dos três jovens israelenses e que contribui com as operações de busca, criticou a postura de Israel durante uma entrevista publicada neste domingo (22) no jornal Haaretz. Segundo Abbas, “adolescentes palestinos foram mortos a sangue frio”.

A declaração foi uma reação à morte de quatro civis na Cisjordânia desde o início das buscas. Um deles, um jovem de 27 anos que sofria de distúrbios mentais, foi abatido pelo exército do Israel pois ele teria, segundo os soldados, “se aproximado das troças de maneira ameaçadora”. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, garante que suas forças agiram em legítima defesa.

Em um comunicado divulgado neste domingo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar preocupado com a retomada da violência, as prisões em massa e as restrições à liberdade de movimento na Cisjordânia. O chefe da Nações Unidas pediu que as partes envolvidas não cedam às provocações.

A operação israelense, que também visa o desmantelamento das infraestruturas do Hamas na Cisjordânia, está sendo vista como a mais importante ofensiva de Israel desde o fim da segunda Intifada em 2005. Mais de 340 suspeitos palestinos já foram presos.