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EUA enviam militares ao Chade para encontrar estudantes nigerianas

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Deborah Peters, uma das meninas que escapou do sequestro coletivo na Nigéria faz campanha pela libertação de suas colegas. REUTERS/Kevin Lamarque

Os Estados Unidos anunciaram na noite de quarta-feira (21) que enviaram 80 militares para o Chade a fim de tentar localizar as mais de 200 estudantes nigerianas sequestradas pela seita islâmica radical Boko Haram há três semanas. A equipe norte-americana fará voos de reconhecimento e operações de inteligência no país vizinho à Nigéria.


A operação dá continuidade ao trabalho iniciado na semana passada na Nigéria, com o apoio de drones, aviões de espionagem, além de investigações realizadas por especialistas e conselheiros norte-americanos. Eles trabalham junto às forças de segurança nigerianas na busca pelas mais de 200 meninas seqüestradas no dia 14 de abril pelo grupo Boko Haram.

Washington vem realizando voos nas áreas para onde as estudantes poderiam ter sido levadas nos últimos dias. Os Estados Unidos consideram que as inspeções das regiões de fronteira com o Chade podem ser fundamentais nos trabalhos de busca.

O Reino Unido, a França e Israel enviaram especialistas à Nigéria para ajudar nas investigações. A China, que também teve cidadãos sequestrados pela seita islâmica na fronteira com Camarões, também ofereceu ajuda para as operações de busca das estudantes.

Bring Back Our Girls

O movimento Bring Back Our Girls (Traga de Volta as Nossas Meninas, em português) organiza uma marcha nesta tarde na capital Abujan, cidade do presidente nigeriano Goodluck Jonathan. O sindicato nacional dos professores também realiza uma paralisação hoje nas escolas de todo o país.

De acordo com os coordenadores da marcha, o objetivo é continuar pressionando o chefe de Estado para que ele implemente ações em favor do resgate das estudantes. Até o momento, as famílias das jovens continuam sem qualquer informação sobre o paradeiro e o estado das garotas.

Jonathan vem sendo duramente criticado nas últimas semanas pela falta de reatividade em relação ao caso. “Desejamos que esta manifestação resulte em uma ação ágil de socorro às meninas sequestradas”, diz uma das organizadoras da marcha, Hadiza Bala Usman.

Onda de violência

A Nigéria continua a ser atingida por uma onda de violência terrorista promovida pelos radicais do Boko Haram. Mais de 150 pessoas morreram em dois dias em ataques no nordeste e no centro do país.

Na terça-feira, o Parlamento nigeriano prolongou por mais seis meses o estado de urgência em três Estados: Borno, Adamawa e Yobe. Ontem, o Exército do país anunciou o lançamento de uma campanha para recrutar voluntários para combater as ações dos extremistas islâmicos.