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Cúpula do G8 termina favorável a uma conferência de paz para a Síria

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Os líderes do G8 posam na Irlanda do Norte, onde se reuniram nos dias 17 e 18 de junho de 2013. Reuters/Yves Herman

Nesta terça-feira, na Irlanda do Norte, os países-membros do G8 encerraram sua reunião de dois dias com um parecer positivo sobre uma conferência de paz para a Síria "assim que for possível". Os líderes também esperam que possa ser fechado um acordo sobre um governo de transição, "formado por consentimento mútuo", como diz o comunicado, e manifestaram sua preocupação com a ameaça cada vez maior do terrorismo na Síria.  


Exigência da Rússia, os chefes de estado e de governo do G8 não mencionaram o nome do presidente sírio Bachar al Assad no comunicado final divulgado nesta terça-feira, que inclui um apelo ao fim das violências no país e à abertura de diálogos de paz "assim que for possível". O texto afirma que os membros do G8 estão determinados a encontrar uma solução política para a crise, baseada na projeção de uma Síria democrática e com a participação de todas as partes do conflito. Mesmo com essas palavras bonitas, o presidente russo Vladimir Putin não excluiu enviar uma nova carga de armas para as forças sírias.

Outro ponto comum do documento final é o acordo geral para a organização em Genebra de uma conferência de paz para a Síria, o quanto antes. Autoridades sírias e oposição também são convidadas a aceitar e organizar o desmantelamento de todas as organizações filiadas à rede Al Qaeda.

No plano humanitário, o G8 se comprometeu a fornecer uma ajuda de US$1,5 bilhão à população síria.

Economia

O combate à evasão fiscal mereceu atenção especial na cúpula e as grandes potências se engajaram a instaurar uma troca automática de informações para combater as empresas-fantasma e outros grupos que conseguem dissimular os lucros reais dos investimentos offshore, em que o capital é enviado para fora do país e depois é aplicado.