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Pessimismo marca retomada de negociações

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Rei Abdullah II da Jordânia (d) recebe o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas (e) no Palácio Real em Amman, em foto do dia 8 de dezembro de 2011. REUTERS/Yousef Allan/Handout

Em clima de muito pessimismo, será retomado hoje na Jordânia o diálogo para tentar avançar as discussões sobre o processo de paz entre palestinos e israelenses. As negociações estão bloqueadas há mais de um ano.


Daniela Kresch, correspondente da RFI em Tel Aviv

Na primeira reunião oficial entre israelenses e palestinos em meses, negociadores dos dois lados se encontram hoje na Jordânia para discutir uma possível retomada das conversas de paz.

O encontro em Amã, mediado pelo rei Abdallah II, acontece sob os auspícios do chamado Quarteto de Madri, grupo formado por União Europeia, ONU, Estados Unidos e Rússia, que se comprometeu a tentar reativar as negociações entre os dois lados até 26 de janeiro. Oficialmente, israelenses e palestinos dizem que a reunião é um avanço, já que a última rodada séria de negociações terminou em setembro de 2010.

Mark Reguev, porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, esclareceu que o objetivo é “levar adiante” as conversações. E Xavier Abu Eid, porta-voz da Organização para Libertação da Palestina, disse que se trata de uma tentativa de criar um “clima propício”.

Mas a expectativa não é das melhores. O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, já avisou que o encontro só vai dar frutos caso Israel anuncie imediatamente o fim da expansão de colônias judaicas na Cisjordânia, pré-condição com a qual Israel não concorda.

Em 2010, os israelenses congelaram por dez meses a construção em assentamentos na Cisjordânia, mas os palestinos alegaram que a suspensão não incluía Jerusalém oriental.
Além disso, o grupo islâmico palestino Hamas, que forma um governo de união nacional com o partido moderado Fatah, pediu à liderança palestina que boicote qualquer tipo de negociação de paz com Israel, o que dificulta ainda mais o processo.