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Moçambique: assassinato de membro da Sala da Paz

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Anastácio Matável, dirigente em Gaza da plataforma de observação eleitoral “Sala da Paz” foi mortalmente baleado nesta Segunda-feira de Manhã. Facebook

Anastácio Matável, Director Executivo da FONGA Forum de ONGs Nacionais de Gaza e também coordenador naquela província do Escritório de Crises da plataforma de observação eleitoral “Sala da Paz” morreu no começo desta tarde, duas horas após ter sido baleado por desconhecidos.


De acordo com indicações da conta facebook da “Sala da Paz”, Anastácio Matável morreu no Hospital Provincial de Gaza por volta das 13h, após ter sido baleado pelo menos uma dezena de vezes por desconhecidos que o perseguiam de carro quando ele seguia no seu veículo depois de sair de uma acção de formação de observadores eleitorais do CESC, Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil, por volta das 11 horas da manhã desta Segunda-feira.

Informações não oficiais apontam para o envolvimento de agentes do grupo de operações especiais da força de intervenção rápida que, após o assassinato, sofreram um acidente de automóvel em que faleceram dois, outro contraiu graves ferimentos e um último conseguiu fugir. Mais pormenores com Orfeu Lisboa.

Orfeu Lisboa, correspondente da RFI em Maputo 07/10/2019 ouvir

No comunicado emitido pouco depois de confirmar a morte do seu delegado, a “Sala da Paz” considerou que “estes actos são contra os Direitos Humanos e a liberdade de expressão plasmados na Constituição da República de Moçambique”. Ao reclamar que a as autoridades efectuem uma investigação a este assassinato, a ONG também lançou um apelo para que “os seus observadores eleitorais na Província de Gaza continuem a levar avante o seu trabalho, reportando todos os incidentes eleitorais com isenção, transparência e sobretudo com rigor e profissionalismo.”

De referir que desde o começo da campanha eleitoral, a 31 de Agosto, cerca de 30 pessoas morreram nomeadamente em acidentes de viação de caravanas de campanha, saídas desordenadas de comícios ou ainda agressões, uma situação que não deixou de ser denunciada por várias entidades da sociedade civil, nomeadamente o CIP bem como a “Sala da Paz”.