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Moçambique Eleições gerais Violência Ataques Segurança

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Polícia garante que haverá segurança nas eleições moçambicanas

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Agentes das forças da ordem de Moçambique. Lusa

Apesar do sentimento de insegurança em regiões localizadas do centro e norte de Moçambique onde são reportados sistemáticos ataques armados, a polícia garante que estão criadas todas as condições de segurança para que os eleitores dessas regiões possam ir as urnas nas sextas eleições gerais marcadas para 15 de Outubro.


Ao referir-se aos ataques cometidos por indivíduos armados contra veículos desde Agosto em Manica e Sofala, no centro do país, o porta-voz do comando geral da polícia, Orlando Modumane declarou que "não há nenhuma informação que ligue esses indivíduos à autoproclamada Junta Militar" dissidente da Renamo. Para este responsável, trata-se de "criminosos não identificados" que realizam "ataques esporádicos".

Neste sentido, ao evocar a perspectiva das eleições de 15 de Outubro, o porta-voz do comando geral da polícia preferiu mostrar-se confiante. "No dia da votação, também serão destacadas forças policiais para garantir que não haja perturbação da ordem pública, sobretudo nesses locais em que tem havido tantos ataques esporádicos de malfeitores. As forças policiais estão lá. As outras forças de defesa e segurança também têm trabalhado com a Polícia da República de Moçambique no sentido de garantir que quer a campanha eleitoral que está a decorrer quer a votação que irá acontecer no dia 15 de Outubro, tudo isso seja feito num ambiente de paz e tranquilidade", assegurou o porta-voz do comando geral da polícia Orlando Modumane.

Estas garantias renovadas surgem numa altura em que continuam os ataques no norte do país. Ainda esta Terça-feira, o grupo jihadista Estado Islâmico emitiu um comunicado a reivindicar pela 11ª vez um novo ataque a aldeias de Muidumbe e Mocímboa da Praia, no extremo norte da província de Cabo Delgado. Mais pormenores com Orfeu Lisboa.

Orfeu Lisboa, correspondente da RFI em Maputo 02/10/2019 ouvir

Para além destes ataques, o próprio desenrolar da campanha eleitoral tem sido marcado pela violência, com a a organização de observação eleitoral Sala da Paz a denunciar ainda hoje o assassinato de um líder de bairro pertencente à Frelimo no poder, por um grupo de desconhecidos ontem à noite em Manica, no centro do país. A polícia local por enquanto não avançou dados suplementares sobre o sucedido.

Ainda nesta Terça-feira, a plataforma de observação eleitoral Monitor, teceu um alerta sobre o recurso a jovens em grupos violentos que impedem as actividades dos partidos no âmbito da campanha. Desde o seu arranque a 31 de Agosto, várias vozes se têm elevado no seio da sociedade civil, nomeadamente o CIP -Centro de Integridade Pública- para denunciar o clima de violência e diversos casos de ilícitos que têm manchado o processo pré-eleitoral.