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Corrupção na emissão de cartas de condução em Moçambique

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Esquema de corrupção na emissão de cartas de condução em Moçambique http://macua.blogs.com

O CIP, Centro de integridade pública, denuncia casos de corrupção na emissão de cartas de condução no Instituto Nacional dos Transportes Terrestre, na cidade de Maputo. Um esquema fraudulento que rende mais de 400 mil euros por ano, à teia de funcionários corruptos da polícia de trânsito e do ministério dos transportes.


Durante seis meses, o CIP, Centro de  integridade pública, realizou mais uma investigação sobre a corrupção, em Moçambique e conseguiu comprar algumas cartas de condução falsas que foram reconhecidas pela Polícia de Trânsito.

O investigador Egas Jossai, que se fez passar por quem não tinha carta de condução explica como é que o processo funciona no Instituto dos Transportes Terrestres de Moçambique, Inatter, na cidade de Maputo.  

"Entrámos em contacto com os intermediários, porque o esquema envolve pessoas que não estão afectas à Inater, como também, a funcionários e altos quadros do próprio do Inater".

"Pagámos pela carta o valor de 50 mil meticais numa forma faseada. Depois duma semana tivemos a carta provisória. Duas semanas depois, tivemos a carta definitiva mediante o pagamento da segunda prestação."

Com este esquema o estado moçambicano perde anualmente a favor dos funcionários corruptos 400 mil euros como resultado de mais de 600 cartas de condução adquiridas sem que o seu portador passe de uma escola para o efeito.

De Maputo, o nosso correspondente, Orfeu Lisboa. 

Orfeu Lisboa, correspondente, em Maputo 29/09/2019 ouvir