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João Mosca "é ridículo" alegar Credibilidade do Estado na reestruturação da dívida

Por Isabel Pinto Machado

Em Moçambique a questão da reestruturação dos 726,5 milhões de dólares da dívida da Ematum, anunciada esta semana pelo governo como algo destinado a recuperar a credibilidade do Estado junto dos credores, continua a dividir os moçambicanos, já que esta foi anulada em Junho pelo Conselho Constitucional.

Em Março a Procuradoria Geral da República de Moçambique intentou em Londres uma acção judicial defendendo o cancelamento imediato da divida da ProIndicus de quase 600 milhões de dólares, sendo que o governo de Moçambique exige que indemnizações aos bancos Crédit Suisse e VTB russo responsáveis pelas dívidas ocultas das três empresas EMATUM, Proindicius e MAM, orçadas em 2.2 mil milhões de dólares e contraídas à revelia do parlamento, durante o mandato do Presidente Armando Guebuza.

Para o economista e professor catedrático João Mosca a reestruturaçao desta dívida ilegal é uma violação da Constituição e o argumento do governo alegando credibilidade do Estado é simplesmente ridículo.

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