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África do Sul Moçambique Xenofobia Violência África

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500 moçambicanos afectados na África do Sul

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Loja destruída em Joanesburgo. 9 de Setembro de 2019. Michele Spatari / AFP

O ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação indicou, esta terça-feira, que há cerca de 500 moçambicanos afectados pela nova onda de ataques contra estrangeiros na África do Sul. As autoridades prepararam um centro para receber os que pretendam voltar ao país.


Centenas de migrantes continuam a fugir da nova onda de violência xenófoba na África do Sul, que começou há mais de uma semana. Há cerca de 500 moçambicanos afectados e um primeiro grupo deveria ser acolhido esta segunda-feira.

Geraldo Saranga, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, apelou aos moçambicanos para não retaliarem e para privilegiarem o diálogo.

"Isto é uma política que privilegia uma gestão pacífica dos conflitos. O governo está preocupado, está a fazer o que deve fazer para acolher os seus filhos que estão numa situação de grande dificuldade neste momento", disse, acrescentando que a violência xenófoba na África do Sul não fere as relações dos dois países.

Brito Samora, do Sindicato Nacional de Trabalhadores OTM, lançou um veemente apelo ao envolvimento das diplomacias africanas para ajudar a estancar a onda de ataques. "O que neste momento estamos vivendo atenta contra os princípios africanos, contra os tratados africanos, contra a Carta Africana", afirmou.

As autoridades moçambicanas prepararam um centro de trânsito para acomodar os que pretendem voltar ao país, no distrito de Moamba, na província de Maputo, com infra-estruturas, água e produtos de higiene.

O mais recente balanço das autoridades sul-africanas indica que 12 pessoas morreram vítimas de xenofobia naquele país, incluindo um estrangeiro, cuja nacionalidade não foi divulgada.

Oiça aqui a reportagem de Orfeu Lisboa.

Reportagem de Orfeu Lisboa 10/09/2019 ouvir