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Moçambique: Amnistia Internacional quer que o Papa Francisco aborde direitos humanos

Por Isabel Pinto Machado

O Papa Francisco chega esta quarta-feira (4/06) a Maputo, para uma visita que terminará sexta-feira, 6 de Setembro, dia em que se assinala um mês sobre a assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação, rubricado pelo Presidente da Frelimo e do país Filipe Nyusi e o líder da Renamo Ossufo Momade.

Segundo o índice anual da ONG Repórteres Sem Fronteiras - RSF - em termos de liberdade de imprensa, em Moçambique esta tem vindo a deteriorar-se e em 2019 o país ocupa a posição 103 em 180 países, quando em 2018 figurava na posição 99.

A ONG de defesa de direitos humanos Amnistia Internacional na África do Sul apela ao Papa, que aborda a questão das violações de direitos humanos em Moçambique, com destaque para a província nortenha de Cabo Delgado, onde desde Outubro de 2017 mais de 200 pessoas foram mortas, em ataques quase nunca reivindicados, atribuidos a grupos aut-denomnados "al shebab", dos quais se distancia a comunidade muçulmana e que o governo e as forças de segurança não conseguem travar.

Nesta mesma província vários jornalistas e investigadores foram detidos desde 2018, quando investigavam precisamente a origem destes ataques e entrevistavam testemunhas dos mesmos.

Tal foi o caso dos jornalistas Amade Abubacar e Germano Daniela Adriano detidos durante quase quatro meses e agora em liberdade condicional, mas também de Estácio Valói detido cerca de 48 horas no final do ano passado, na companhia do sociólogo moçambicano David Matsinhe, investigador na Amnistia Internacional em Joanesburgo, que denuncia a proibição pelo governo da presença de jornalistas em Cabo Delgado.

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