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Presidente de Moçambique em visita oficial a Itália

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Filipe Nyusi, Presidente de Moçambique. Yasuyoshi CHIBA / AFP

Filipe Nyusi iniciou hoje visita de três dias a Itália. Reforçar os laços de cooperação bilateral e atrair investimentos são os principais objectivos desta visita a convite do seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, com quem vai manter conversações.


Consta também da agenda desta deslocação, conversações com o Presidente do Conselho italiano Giuseppe Conte, um encontro com a comunidade moçambicana radicada na Itália e ainda conversações esta segunda-feira com Andrea Riccardi, fundador da Comunidade Sant'Egidio, entidade que mediou o acordo de Paz de 1992, que tem prestado apoio ao país após a passagem dos ciclones Idai e Kenneth e que também participa actualmente nos preparativos da visita do Papa a Moçambique dentro de dois meses.

Para além do teor político desta visita, tratar-se-à também para o Presidente de insistir no reforço dos laços económicos. Neste âmbito, Filipe Nyusi vai participar no fórum empresarial Moçambique-Itália e na Conferência Económica da Associação Nacional de Engenharia de Unidades Industriais, a ser organizada na região de Milão, no norte do país.

Nesta visita altamente estratégica num país que só nos últimos sete anos investiu em Moçambique 3.2 mil milhões de Dólares em diversas áreas, o chefe de Estado moçambicano faz-se acompanhar pelo chefe da diplomacia moçambicana, José Pacheco, pelo titular do pelouro dos Recursos minerais e energia, Max Tonela, bem como por uma delegação de empresários moçambicanos.

Mais pormenores com Orfeu Lisboa.

Orfeu Lisboa, correspondente da RFI em Maputo 08/07/2019 ouvir

Durante esta visita do Chefe de Estado moçambicano a Itália, deveriam estar nomeadamente em foco as actividades da petrolífera italiana ENI que tem sido uma das principais empresas a investir na exploração de gás natural na bacia do Rovuma, no norte de Moçambique. De acordo com o que anunciou o próprio Presidente Nyusi aquando da sua visita de Estado a Portugal na semana passada, a ENI bem como os americanos da ExxonMobil deveriam anunciar a sua decisão final quanto a investimentos vindouros no país ainda até ao final deste ano.