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Moçambique: Frelimo não quer prolongamento do recenseamento

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Imagem de Ilustração. Isaac Kasamani / AFP

Em Moçambique a Frelimo manifesta-se contra a prorrogação do recenseamento eleitoral que decorreu de 15 de Abril a 30 de Maio. Uma posição que se faz ouvir numa altura em que a oposição e as organizações da sociedade civil consideram que a não prorrogação vai excluir dois milhões de moçambicanos em idade de votar nas eleições gerais de 15 de Outubro próximo.


Não há prorrogação do recenseamento eleitoral para não alterar o calendário das eleições gerais marcadas para 15 de Outubro pelo menos esta é a posição do chefe da brigada central do partido no poder em Moçambique para a província de Cabo Delgado, Eduardo Mulembwe.

Uma posição vincada pelo presidente da Frelimo, Filipe Nyusi, durante um encontro que manteve com os membros do seu partido na cidade da Beira.

Posição contrária tem os partidos da oposição e as organizações da sociedade civil que consideram que a não prorrogação do período de recenseamento eleitoral que decorreu de 15 de Abril a 30 de Maio vai deixar de fora pouco mais de 2 milhões de moçambicanos em idade de votar tudo por culpa de problemas técnicos, mau tempo, boicotes e outras dificuldades registadas durante os 46 dias em que o processo decorreu.

Mais pormenores com o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

Correspondência de Maputo 02/06/2019 ouvir