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Moçambique precisa de 3,2 mil milhões de dólares após ciclones

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Fernando António, de 11 anos, no que resta da sua casa na aldeia de Mananga-Batista, distrito de Buzi. 15 de Abril de 2019. ZINYANGE AUNTONY / AFP

A reconstrução das zonas por onde passaram os ciclones Idai e Kenneth vai custar 3,2 mil milhões de dólares, de acordo com avaliação do governo. Uma quantia que o país espera angariar na conferência de doadores, de 31 de Maio a 1 de Junho, na cidade da Beira.


O governo moçambicano vai apresentar aos doadores um pedido de ajuda de 3,2 mil milhões de dólares (2,8 mil milhões de euros) para a reconstrução das áreas afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth.

O anúncio foi feito pela porta-voz do executivo, Ana Comoana, esta terça-feira, no final da 16a sessão do Conselho de Ministros.

"Em termos de avaliação global, o relatório aponta, como necessidades, um orçamento que se eleva a 3,2 mil milhões de dólares, projectado para responder às necessidades dos sectores social, produtivo e também para a área de infra-estruturas", disse Ana Comoana.

A maior parte desse dinheiro - pouco mais de três mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) – deverá ser para as zonas devastadas pelo ciclone Idai, no centro de Moçambique, que em Março, provocou 603 mortos e afectou cerca de 1,5 milhões de pessoas.

O restante deverá ser usado para os prejuízos causados pelo ciclone Kenneth, que em Abril, se abateu sobre o norte do país, matando 45 pessoas e afectando 250.000.

O pedido deste montante vai ser apresentando aos doadores internacionais na conferência de 31 de Maio e 1 de Junho, na cidade Beira, onde são esperados mais de 700 participantes.

Entretanto, a Renamo criticou a gestão dos donativos: "O apoio ao Idai está sendo usado para a campanha política, está sendo usado para uma campanha eleitoral a longo prazo. Não é isto que o povo quer", afirmou Muhamad Yassine, deputado do maior partido da oposição.

Oiça aqui a reportagem de Orfeu Lisboa.

Reportagem de Orfeu Lisboa 15/05/2019 ouvir